SENDI 2016 recebe 3 mil pessoas em Curitiba

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Público recorde e expositores satisfeitos marcam a 22ª edição do maior evento de distribuição de energia elétrica da América Latina

As maiores distribuidoras públicas e privadas do País discutiram e debateram o futuro do setor de energia elétrica no SENDI 2016 – XXII Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica, que aconteceu de 7 a 10 de novembro, no Curitiba ExpoTrade, na capital paranaense. Considerado o maior evento do segmento na América Latina, o SENDI reuniu cerca de três mil pessoas nos quatro dias de realização.
Promovido pela ABRADEE (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica) e coordenado pela Copel, o Seminário foi palco da apresentação de novas tecnologias, relacionamento de negócios, debate sobre novas tendências e integração de profissionais das principais concessionárias brasileiras. Composto por painéis com mostra e debates de trabalhos técnicos, o encontro centralizou a programação em quatro eixos: inovação, ética, gestão regulatória e clientes.
De acordo com Nelson Fonseca Leite, que há seis anos preside a ABRADEE e já participou de sete edições do evento, o SENDI nunca recebeu tantas pessoas desde a primeira edição, há 54 anos. “Além da quantidade, é importante destacar o interesse do público presente, que lotou os auditórios e marcou presença nas apresentações dos trabalhos técnicos”, afirmou o presidente. O público também agradou aos 85 expositores presentes, que demonstraram otimismo em relação à recuperação do país. “As empresas perceberam, durante a feira, a retomada da confiança dos investidores no País, projetando um novo momento da economia”, ressaltou Fonseca Leite.
É o caso da multinacional Siemens que, apesar de não ter sofrido tanto os efeitos da retração, acredita que 2017 será de retomada do crescimento do setor elétrico. “Percebemos um aquecimento dos negócios durante o SENDI, que nos proporciona uma aproximação com os clientes, gerando futuros negócios”, ressaltou o engenheiro de vendas da empresa, Luiz Braga Júnior.
A WEG, que fornece soluções para geração, transmissão e distribuição de energia, também comemorou os resultados da XXII edição do evento. “É sempre muito bom participar, pois nossos principais clientes estão na feira. E o evento é ideal para a prospecção de novos negócios. Aqui plantamos a semente para depois efetivarmos os projetos”, argumentou o gerente de vendas da empresa catarinense, Marco Antônio de Azambuja. Ainda de acordo com ele, o aplicativo para celular disponibilizado aos visitantes e expositores facilitou o acesso à informação sobre os painéis e palestras. “Foi muito proveitoso, não só em termos de geração de negócios, mas também para estreitar relacionamentos e ficar informado sobre as tendências do mercado. Estamos otimistas e acreditamos que o setor elétrico voltará a crescer no próximo ano”, completou.
O evento contou com a presença de duas missões internacionais – uma do Reino Unido e outra do Canadá, que promoveu uma roda de negócios com empresários canadenses e brasileiros no setor de distribuição de energia e saiu do SENDI muito satisfeita com a forma com que o assunto foi tratado no evento. Nesta edição, 776 trabalhos técnicos foram inscritos, dos quais 200 foram selecionados para apresentação em sessões técnicas e 80 em formato de pôster. As mostras englobaram 23 temas do mercado de distribuição de energia e aconteceram simultaneamente em 12 salas do evento. “Representantes de concessionárias de todo o Brasil trouxeram as melhores práticas e possibilitaram essa troca de conhecimentos e experiências entre os diversos players do mercado”, afirmou o presidente da Copel Distribuição, Antônio Guetter.
O presidente da ABRADEE destacou também a relevância dos temas debatidos e o gabarito dos palestrantes presentes. “Tivemos, nesta edição, o primeiro ministro a participar do SENDI na era democrática. O último foi em 1980, no governo Figueiredo: César Cals”, lembrou Fonseca Leite, referindo-se à participação do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho. O ministro, por sua vez, ressaltou uma série de ações adotadas em quase seis meses de gestão – como, por exemplo, o resgate do papel que cada órgão governamental desempenha na adoção das políticas públicas para o setor. “Havia uma disputa de espaço onde se confundia o que era papel do governo, da agência reguladora e de outros setores envolvidos da área de geração, transmissão e distribuição. Procuramos estabelecer uma nova dinâmica de relacionamento. Parece apenas palavrório, mas para quem investe no setor elétrico, este ambiente de harmonia gera tranquilidade na tomada de decisões”, afirmou o ministro.
O SENDI 2016 contou também com dois eventos que antecederam o Seminário: o VI Rodeio Nacional de Eletricistas e a primeira edição do Hackathon SENDI, que aproximou o público acadêmico do setor. “O Hackathon trouxe uma oxigenação ao SENDI e a nossa recomendação é que seja repetido para as próximas edições do evento”, afirmou o presidente da ABRADEE, Nelson Fonseca Leite.
 
Legenda das fotos: 
Foto 1: SENDI 2016 recebeu mais de 3 mil pessoas 

Foto 2: Presidente da ABRADEE, Nelson Fonseca Leite

Foto 3: Equipe vencedora do Hackathon SENDI 2016 
Foto 4: Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho
Foto 5: José Augusto Araújo de Noronha, Presidente OAB/PR, Deltan Dallagnol, Procurador do Ministério Público Federal, Antonio Raimundo dos Santos, Coordenador Comitê de Ética da Copel, Zaki Akel, Reitor da UFPR e Maximiliano Andres Orfali, Superintendente de Gestão Copel Distribuiação participaram do Painel sobre Ética
 
 
Sobre o SENDI
Realizado desde 1962, o SENDI – Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica é considerado o maior evento do setor na América Latina. Ao longo de 22 edições, realizadas em 13 cidades diferentes, já reuniu mais de 25 mil participantes, além de presidentes da República, governadores, ministros de Estado e representantes das maiores distribuidoras públicas e privadas do País. Parâmetro no processo de modernização do setor e na apresentação de inovações da área, o SENDI já teve ao longo de sua história a exposição de mais de 3,5 mil contribuições técnicas e mais de 200 diferentes temas abordados. A última edição do evento aconteceu de 7 a 10 de novembro de 2016, em Curitiba.
 
Sobre o Rodeio Nacional de Eletricistas
Várias equipes de eletricistas de diferentes concessionárias de energia elétrica do País competiram entre si para demonstrar perícia e habilidade seguindo todas as normas de segurança. É uma maneira lúdica de valorizar os eletricistas, promover integração, segurança do trabalho e intercâmbio de conhecimento. Na 6a edição do evento, que aconteceu de 5 a 7 de novembro, em Curitiba, as equipes da Copel conquistaram os três primeiros lugares.
 
Sobre o Hackathon SENDI 2016
Realizado pela ABRADEE (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica) e coordenado pela Copel, com o apoio da Universidade Positivo (UP) e Centro Internacional de Inovação do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná, o Hackathon SENDI 2016 aconteceu de 4 a 6 de novembro, em Curitiba, e reuniu mais de 350 pessoas (entre competidores e mentores) de todo o Brasil com um único objetivo comum: desenvolverem soluções para o setor de distribuição de energia e cidades inteligentes. Foram 36 horas ininterruptas de ideias, discussões, debates, programação, prototipação, testes e pesquisas, com a orientação de profissionais dos setores de engenharia, tecnologia, negócios, inovação e comunicação. As 35 equipes iniciantes apresentaram projetos nas áreas de relacionamento inteligente com o consumidor; energia inteligente; operação e automação inteligente de redes de distribuição e soluções para cidades e instalações inteligentes. Para a definição do projeto vencedor, foram levados em conta critérios como criatividade, originalidade, utilidade prática e possibilidade de implementação. A equipe vencedora apresentou o projeto de um dispositivo versátil que funciona com sensores acoplados nos transformadores de energia captando informações, que resolveriam problemas como a queda no fornecimento de energia elétrica e a fiscalização de irregularidades em tempo real. Assista à apresentação dos 8 projetos finalistas: https://www.youtube.com/watch?v=aWowB22pMKg
 
Sobre a Copel
A Copel é responsável pela distribuição de energia para cerca de 4,5 milhões de clientes de 393 municípios do Paraná – além de Porto União, em Santa Catarina. Eleita a melhor distribuidora de energia do Brasil na Pesquisa Abradee 2015, a Copel administra 190 mil km de redes de distribuição, possui 2,8 milhões de postes e 361 subestações, com potência instalada de 10,5 mil megavolt-ampère (MVA). A empresa conta com postos de atendimento espalhados por todos os municípios da área de concessão. Para a comodidade do cliente, a Copel oferece uma grande variedade de canais de atendimento, como aplicativo para smartphones e tablets, agência virtual, e-mail, chat e call center (0800 51 00 116).
 
Sobre a ABRADEE
A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE) é uma sociedade civil de direito privado, sem fins lucrativos. A história da Associação teve início com a criação do Comitê de Distribuição (CODI), em agosto de 1975 e, posteriormente em 1995, com a constituição jurídica da instituição. São 40 anos de dedicação ao desenvolvimento do setor de distribuição de energia elétrica brasileiro. A Abradee reúne 51 concessionárias de distribuição de energia elétrica – estatais e privadas – atuantes em todas as regiões do país e que juntas são responsáveis pelo atendimento de 99,6% dos consumidores brasileiros. Sediada em Brasília, presta serviços de apoio às suas associadas nas áreas técnica, comercial, econômico-financeira e institucional.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
ARTIGO: Mentalidade AI First: cinco skills fundamentais para os gestores de RH desenvolverem ainda este ano

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