Serviços de streaming entram em pacote de benefícios de empresas

Entretenimento seguro é estratégia de RH para reduzir estresse, unir a família e garantir concentração no trabalho em home office

De acordo com a Forbes, as plataformas de streaming registraram um aumento de 20% em março de 2020, quando iniciou a quarentena, em relação ao mês anterior. Na América Latina, esse número foi de 26,6%. Outro número importante nesse levantamento foi que o horário das 10h às 17h, considerado comercial, teve uma alta de 40% no consumo. A Disney Plus por exemplo, até novembro de 2019 tinha apenas 26 milhões de assinaturas, já em janeiro de 2021 estava com quase 100 milhões. Além disso, uma conta pode ter até sete perfis, ou seja, uma pessoa fica responsável pelo pagamento, mas outras seis podem assistir também, o que aumenta ainda mais o número de pessoas que consomem o produto.

No Brasil, a plataforma que mais cresceu em números de cadastro foi o Telecine Play. Após o início da pandemia, houve um aumento de mais de 400% em números de cadastros. Outro grande case de sucesso durante a quarentena foi a Globo Play. O entretenimento já virou, inclusive, benefício de empresas para colaboradores, como fez a Tecnobank, empresa de tecnologia para negócios, com sede em São Paulo.

São três opções de plataformas de streaming que a empresa disponibiliza aos funcionários com filhos: Disney Plus, Paramount e Youtube Premium. Segundo Wellington Fideles, analista de Gente & Gestão da Tecnobank, esse benefício é importante para unir a família durante a pandemia e proporcionar algum tipo de entretenimento possível e seguro. “O home office fica muito mais leve, pois podemos assistir a filmes que unem a família e nos deixam juntos nesse momento de isolamento, proporcionando bem-estar e aliviando o estresse causado pela pandemia”, enaltece. Além disso, ele garante que, com as crianças entretidas no streaming, os momentos de distração e interrupção ao trabalho diminuem bastante. Ou seja, é bom para a empresa e para o colaborador.

Sobre a Tecnobank

A Tecnobank é uma empresa brasileira de tecnologia para negócios, que desenvolve soluções agregadas que geram segurança e agilidade aos processos eletrônicos dos segmentos bancário, financeiro e de veículos. Homologada pelos órgãos executivos de trânsito, a empresa fundada em 2008 tem sede em São Paulo (SP), mas atua em 12 estados brasileiros, com mais de 1.700 clientes ativos. A companhia possui programas rigorosos de Compliance, Segurança da Informação e Privacidade & Proteção de Dados. Outra prioridade da Tecnobank é o bem-estar, a saúde e a segurança de seus colaboradores, o que lhe rendeu um selo e três prêmios de melhor empresa para trabalhar, em 2020, do Great Place to Work (GPTW).

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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