Smart City Expo World Congress discute importância da tecnologia para cidadãos

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Paranaenses participam do evento, que reúne milhares de pessoas em Barcelona

Como as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) podem transformar a vida das pessoas? Esse é um dos principais temas debatidos no Smart City Expo World Congress, maior evento do mundo sobre cidades inteligentes, que aconteceu entre os dias 15 e 17 de novembro, em Barcelona.
A edição de 2016 contou com a participação de 600 cidades, 590 expositores e mais de 400 palestrantes. Esse ano, Curitiba foi sendo representada no congresso por diversas empresas, profissionais do setor e pelo Instituto das Cidades Inteligentes – ICI. Fabrício Zanini, diretor Técnico, Fernando Matesco, gerente de Infraestrutura, e Wagner Correia, gerente de Sistemas do Instituto, estiveram no evento para ficar por dentro das principais tendências.
Um dos destaques do Smart City Expo World Congress foi o case de Singapura, que trabalha com dados anônimos para analisar a mobilidade das pessoas e estilo de vida. “O dimensionamento dos serviços públicos é feito por meio da análise dos dados e informações que esses sensores passam para os órgãos, compreendendo as necessidades da população e disponibilizando melhores serviços”, comenta Correia.
Outro tema abordado no primeiro dia de congresso foi a tecnologia disruptiva. Essas inovações tecnológicas, produtos ou serviços superam ou derrubam uma tecnologia já existente no mercado. Durante o debate em Barcelona, Victor Mulas, do World Bank Group, comentou sobre o tema: “A TIC deve resolver problemas reais para os cidadãos. As cidades precisam aprender umas com as outras para aprimorar as soluções, criando mentalidade e modelos disruptivos”, comentou.
Além disso, o Projeto de Smart City de Barcelona trabalha com um modelo de agilidade na resposta, transparência e sensores com eficiência na coleta de dados – orientando as políticas da cidade, gestores e apoiado por um sistema de SLA (nível de atendimento) do serviço público prestado ao cidadão, monitorados via dashboard de indicadores.
Os dados em tempo real têm um valor claro para resultar em ações efetivas para o cidadão e melhor gestão da cidade.  O departamento de transporte, por exemplo, controla em tempo real as ações de tráfego, cujos dados são compartilhados com outras agências. Para isso foi implantada uma Plataforma Digital de operação da cidade, com valor efetivo em predições de eventos de riscos para os cidadãos.
Uma outra solução apresentada no Congresso foi a iluminação inteligente, que controla e otimiza o consumo de energia com a utilização de sensores, resultando em economia, redução de custos de manutenção e segurança para as cidades.
Outro ponto importante apresentado é que, antes de resolver um problema, os gestores públicos precisam conhece-lo a fundo, analisando os dados coletados, ouvindo a comunidade e seus anseios. “A partir daí, os órgãos devem trabalhar com ações organizadas para oferecer uma cidade mais prática e eficiente aos moradores”, finalizou Fabrício Zanini.
 
Sobre o ICI
O ICI – Instituto das Cidades Inteligentes – é uma organização criada em 1998, com atuação em todo o território nacional, referência em pesquisa, integração, desenvolvimento e implementação de soluções completas para a gestão pública. Mais informações: http://www.ici.curitiba.org.br/

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. 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