Sustentabilidade, cultura e bem-estar financeiro são temas centrais em Fórum Nacional de Presidentes do Sicredi

Evento teve a participação de Raj Sisodia, idealizador do conceito Capitalismo Consciente, e reuniu cerca de 160 lideranças do Sistema de todo o Brasil

O Sicredi, instituição financeira cooperativa com mais de 7,5 milhões de associados em todo o país, promoveu, nos dias 26 e 27 de março, o Fórum Nacional de Presidentes. O evento reuniu aproximadamente 160 pessoas, entre lideranças das cooperativas e centrais, Conselhos de Administração e Fiscal da SicrediPar, e colaboradores do Centro Administrativo Sicredi (CAS). O objetivo do evento anual foi fazer um alinhamento estratégico sobre temas do presente e futuro com os participantes, trazendo-os à discussão e à reflexão de temas ligados ao ESG. 

O presidente do Conselho de Administração da SicrediPar, Fernando Dall’Agnese, recebeu os participantes com uma fala de abertura, na qual ressaltou os direcionamentos da instituição financeira cooperativa para os próximos anos, principalmente para a questão da sustentabilidade, estratégica para o negócio cooperativo. “Momentos como este, que nos permitem um olhar sistêmico e colaborativo, são parte fundamental do nosso modelo de negócio e ainda mais necessários para garantirmos os alinhamentos em todas as nossas cooperativas. Sustentabilidade, cultura e bem-estar financeiro estão constantemente em nosso dia a dia, mas podem e devem ser ainda mais aprofundados. Afinal, o nosso tempo é agora e zelar pelo futuro do cooperativismo de crédito e das pessoas impactadas pelo nosso trabalho é sim nosso dever neste Fórum”, afirmou Dall’Agnese.

Na programação do primeiro dia, houve apresentação do case “Sustentabilidade como Ativo” da marca Nestlé Brasil, feita por Mariana Marcussi, diretora de Marketing de Chocolates, seguida de bate-papo sobre os resultados desta empresa mediado por Alexandre Barbosa, diretor executivo de Sustentabilidade, Administração e Finanças do Sicredi, e Manfred Alfonso Dasenbrock, presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ. Além disso, foi discutida a estratégia de sustentabilidade do Sicredi, também conduzida pelo diretor Alexandre Barbosa, com a participação de Candice Mascarello, sócia-diretora do BCG, e Gustavo Freitas, diretor executivo de Negócios, Crédito e Produtos do Sicredi, finalizada com case da cooperativa Sicredi Conexão.

O tema cultura e o seu impacto no sucesso das organizações foi pauta do dia 26, à tarde, conduzido por Diego Barreto, vice-presidente de Finanças e Estratégia no iFood. A pauta sobre a estratégia do Sicredi nesta área foi liderada por Daniele Schmidt, diretora executiva de Pessoas e Cultura; Marcio Port, presidente da Central Sicredi Sul/Sudeste; e Cris Duclos, diretora executiva de Marketing e Experiência.

Especial – Como palestrante internacional, em formato on-line, o Fórum Nacional de Presidentes do Sicredi recebeu, no segundo dia, Raj Sisodia, que é professor, escritor e cofundador do movimento Capitalismo Consciente. Em sinergia com o modelo de atuação do Sicredi, Sisodia pôde explanar sobre uma dinâmica mais humanizada nos negócios, destacando a importância de propósitos além do lucro, como defensor incansável da sustentabilidade corporativa. Ele é pioneiro na abordagem e fundador do movimento “Empresas Conscientes”.

Esta agenda foi antecedida de apresentações sobre inclusão e educação financeira, ministradas por Luis Mansur, chefe do Departamento de Promoção da Cidadania Financeira do Banco Central, e Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva. Para maior aprofundamento, a atuação do Sicredi voltada ao bem-estar financeiro dos seus associados foi abordada pelo diretor-presidente do Banco Cooperativo Sicredi, Cesar Bochi, e Marcus Vinicius Barboza, diretor executivo de Riscos. A cooperativa Sicredi Ouro Verde ilustrou a temática, com um case sobre educação financeira na sua região.

Sobre o Sicredi  

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 7,5 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 2.700 agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.  

Site do Sicredi: Clique aqui  

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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