Teatro Positivo alerta para Síndrome do X Frágil

Com o objetivo de ajudar na conscientização da população, no dia 22 de julho, o Teatro Positivo será iluminado de verde-azulado como parte de uma iniciativa do Dia Mundial da Síndrome do X Frágil, celebrado nesta data. “Compreender, diagnosticar e ampliar a conscientização sobre a Síndrome do X Frágil são ações necessárias para acolher as pessoas portadoras da condição”, diz o diretor da UP Experience, Eduardo Faria Silva, que abre as portas do maior teatro do Paraná para dar visibilidade à causa. “Para nós, iluminar o Teatro Positivo é dar luzes sobre o tema, além de ser uma forma de mobilizar esforços para o desenvolvimento de tratamentos cada vez mais eficazes”, pontua.

Em todo o mundo são 238 pontos turísticos e marcos históricos iluminados com a cor da conscientização da síndrome e, em Curitiba, além do teatro, também participam da ação locais como a Arena da Baixada, o Museu Oscar Niemeyer e o Obelisco da Praça Dezenove de Dezembro.

A Síndrome do X Frágil é uma condição genética e hereditária que afeta, em média, um em cada 4 mil meninos e uma em cada 8 mil meninas, sendo a segunda causa mais comum de deficiência intelectual, conforme explica a doutora em Genética Humana e professora de Genética Médica do curso de Medicina da Universidade Positivo (UP), Fabiana Andrade. “O distúrbio é causado por mutações no gene FMR1 (Fragile x Messenger Ribonuceloprotein 1), localizado no cromossomo X, que resulta na diminuição dos níveis da proteína FMRP no cérebro, impactando as conexões entre os neurônios”, detalha.

Segundo Fabiana, os sintomas mais comuns incluem déficit intelectual, dificuldade de aprendizado e distúrbios de comportamento, como o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Além disso, é uma das causas do transtorno do espectro autista, observado na maioria dos meninos que sofrem com essa condição. “Algumas características físicas, como face alongada e mandíbula proeminente, também são comuns à síndrome. Para chegar ao diagnóstico, é indicado o teste de DNA que avalia a presença de mutações no gene FMR1”, aponta a professora.

Além de servir como conscientização, o Dia Mundial da Síndrome do X Frágil é também uma forma de celebrar e apoiar as famílias que são afetadas por essa condição, e destacar a evolução das pesquisas que buscam tratamentos efetivos para essa enfermidade e, eventualmente, uma cura. “Essa data é importantíssima, pois a síndrome é desconhecida até mesmo entre profissionais da área da saúde. A disseminação do tema colabora para o reconhecimento desses pacientes, o que pode refletir em diagnósticos precoces e, consequentemente, um acompanhamento adequado e melhora da qualidade de vida”, ressalta a geneticista.

Em Curitiba, o evento é organizado pelo Instituto Buko Kaesemodel, que há oito anos desenvolve o Programa Eu Digo X, que realiza pesquisa, diagnóstico, orientação e mapeamento a respeito da Síndrome do X Frágil em todo o país. O programa tem 801 pessoas cadastradas em seu banco de dados e, como 80% dessas pessoas tiveram o diagnóstico confirmado, imagina-se que a estimativa de casos é muito maior do que o registrado. Mais informações a respeito dessa condição podem ser encontradas no site eudigox.com.br.

 

Sobre o Teatro Positivo

Com 2.400 lugares, quatro camarins e quatro camarotes, o Teatro Positivo é o maior teatro do Paraná e um dos mais bem equipados do Brasil. Sua infraestrutura o transformou em referência no calendário de grandes espetáculos culturais no Brasil. Seu projeto arquitetônico foi inspirado no teatro grego Epidaurus, do século IV a.C. O teatro tem instalações e equipamentos que permitem receber todos os tipos de eventos, desde grandes espetáculos de música, dança e teatro até formaturas, aberturas de congressos, convenções e eventos corporativos.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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