Tecnologia: consumidores brasileiros estão mais exigentes

Mais da metade (56%) dos brasileiros estão menos tolerantes a um atendimento ruim do que há três anos

Durante a Futurecom 2016, que acontece de 17 a 20 de outubro em São Paulo (SP), a ContactEngine divulga uma pesquisa sobre o comportamento dos consumidores brasileiros em relação ao atendimento de empresas de tecnologia.
Mais da metade (56%) dos consumidores brasileiros estão menos tolerantes a um atendimento ruim hoje do que estavam há três anos, de acordo com o levantamento da empresa inglesa, ContactEngine, especializada em ajudar empresas a melhorar a experiência dos clientes.
A pesquisa foi realizada pela ContactEngine e pela empresa de pesquisa internacional YouGov, entrevistando mais de 1000 consumidores em todo o Brasil e comparando com consumidores de outros países.
Cerca de 30% dos brasileiros não usariam o serviço de uma empresa novamente após apenas duas experiências ruins. No entanto, uma quantidade significativa de brasileiros são tolerantes diante de um mau atendimento. Um em cada quatro (25%) entrevistados disseram que tolerariam pelo menos cinco experiências ruins antes de pararem de usar o serviço de uma empresa e irem para o concorrente.
Comparação com outros Países
O estudo revelou que o Brasil continua classificado como um dos grupos de consumidores tolerantes. Apenas 29 por cento dos consumidores brasileiros mudariam para outra empresa após apenas duas experiências ruins. Em outros países, os consumidores são menos tolerantes:

  • Alemanha: 63% não usariam os serviços de uma empresa novamente após duas experiências ruins;
  • Reino Unido: 56%
  • Austrália: 49%
  • EUA: 44%

Quando perguntados sobre o que os aborrece mais em uma empresa, os consumidores brasileiros foram unânimes em três coisas:

  1. Ter que repetir a descrição de seu problema após serem transferidos de atendente ou de um departamento para outro.
  2. Funcionários mal-educados ou incompetentes.
  3. Empresas que continuam a entrar em contato e tentar vender seus serviços após o consumidor ter dito que não quer mais ser contatado.

Os aposentados brasileiros mostraram-se os mais pacientes ao receber um mau atendimento. Metade dos entrevistados tolerariam mais de quatro experiências ruins antes de nunca mais usar o serviço de uma empresa, enquanto somente oito por cento dariam apenas uma chance. No entanto, 60% dos consumidores aposentados também admitem estar menos tolerantes agora do que há três anos.
“Esta pesquisa fornece uma visão fascinante dos desafios que as empresas enfrentam”, afirma Dr. Mark K. Smith, CEO da ContactEngine. “Os consumidores brasileiros atuais têm agora mais poder do que nunca, e por isso têm pouquíssima paciência com maus atendimentos. As empresas precisam repensar a forma como elas se relacionam com as pessoas – dê a eles algumas experiências ruins e você pode ter perdido um consumidor fiel para sempre.  O segredo é ser capaz de responder à todas as possibilidades, algo que a maioria das empresas tende a ignorar”, ressalta.
No Brasil, mulheres e homens têm atitudes bastante semelhantes em relação ao atendimento ao consumidor, com números praticamente idênticos no que se refere a serem mais ou menos tolerantes.
 
Sobre a ContactEngine
A ContactEngine tem como objetivo melhorar as principais interações entre empresas e consumidores, garantindo que momentos cruciais, tais como vendas, entregas e compromissos, sejam realizados com precisão e facilidade. A ferramenta de comunicação automatizada e interativa fornecida pela ContactEngine é usada em estreita articulação com recursos humanos, proporcionando uma tríade de benefícios comprovados: maior eficiência, economia de custos e – o mais importante – consumidores felizes.
 

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Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. 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