Telas sem descanso e abuso do ar condicionado? Conheça os principais inimigos dos olhos saudáveis

Consulta regular ao oftalmologista é indispensável, assim como o cuidado com atitudes rotineiras que podem prejudicar a saúde ocular

A primeira consulta oftalmológica de uma pessoa deve ser realizada ainda nas primeiras 72 horas de vida. Quando o bebê nasce, ele precisa passar pelo teste do olhinho, para avaliar o reflexo vermelho dos olhos. Alterações nesse exame podem indicar catarata, glaucoma, opacidades de córnea ou alterações extensas na retina. O teste do olhinho é obrigatório e feito na rede pública e privada de saúde.

Mas, após essa primeira avaliação, qual deve ser a rotina de acompanhamento da saúde ocular? O médico oftalmologista do Hospital São Marcelino Champagnat, Dhiogo Corrêa, explica: “Infelizmente, muitas pessoas negligenciam a saúde dos olhos e buscam atendimento especializado apenas quando algo não vai bem. A orientação médica é que o acompanhamento ocorra todos os anos para aqueles que não têm queixas específicas. Cuidar dos olhos é fundamental para manter uma boa visão e garantir qualidade de vida”, analisa.

Olhos precisam descansar

Um dos vilões atuais para a saúde dos olhos é o excesso de uso de telas, tanto celular como computador. “Quando estamos expostos a esses aparelhos a tendência é de diminuição no número de piscadas, alterando a lubrificação natural dos olhos. A orientação é fazer intervalos regulares de descanso durante a jornada de trabalho e evitar mexer no celular por muitas horas”, afirma o oftalmologista. Ele também explica a regra do 20/20/20: “A cada 20 minutos, precisamos parar por 20 segundos e olhar para uma distância acima de 20 pés (6 metros). Pode ser através de uma janela, por exemplo. Isso vai fazer a musculatura dos olhos relaxar, reduzindo a fadiga dos olhos.” 

O sono também é muito importante para manter a saúde ocular. Dormir por tempo insuficiente pode causar vermelhidão, vista cansada e até mesmo inchaços na região. 

Não coçar os olhos

Devido à grande exposição ao ambiente, é comum que impurezas, como poeira e pólen, sejam sentidas pelos olhos. O reflexo automático é levar as mãos à região, mas a orientação é para que as pessoas ajam diferente. “Quando sentir algo nos olhos, busque piscar com uma frequência maior. Em grande parte dos casos, esse movimento repetido consegue expelir o corpo estranho. Além disso, coçar os olhos é uma ação perigosa, pois a córnea é extremamente sensível e pode ser danificada com facilidade”, completa o especialista. Se a sensação de corpo estranho, ardência ou coceira se mantiver, o uso de colírios lubrificantes pode ajudar. Se ainda assim não melhorar, deve-se realizar uma visita ao oftalmologista. O ato de coçar os olhos está relacionado a uma doença em que o trauma do prurido na superfície do olho causa uma deformidade potencialmente grave chamada ceratocone.

Além disso, as bactérias, microorganismos e sujeiras presentes nas mãos também podem causar irritação ou mesmo infecções na região dos olhos. Caso seja imprescindível levar as mãos aos olhos, certifique-se de que elas estão limpas. 

Evite ar condicionado

O uso de ar condicionado e de ventilador prejudica os olhos, pois resseca os órgãos de forma rápida. O ideal é evitar o uso, quando possível. Em condições de tempo muito quente e necessidade de utilização dos aparelhos, é indicado utilizar colírios lubrificantes, conhecidos por “lágrimas artificiais”.

Posso usar qualquer colírio?

As lágrimas artificiais são colírios seguros para uso no dia a dia. Elas não devem ser confundidas com os colírios vasoconstrictores (aquele de frascos azuis que tiram a vermelhidão). Vasoconstrictores oferecem risco para saúde ocular e seu uso deve ser evitado.

Existem dois tipos principais de lágrimas artificiais: as com e as sem conservantes. As com conservantes podem ser utilizadas até cinco vezes ao dia com segurança. Já as sem conservantes podem ser utilizadas à vontade conforme o desejo e necessidade de cada pessoa.

Use óculos escuros de qualidade

Óculos que possuem proteção ultravioleta (UV) devem ser utilizados sempre que houver exposição à luz solar. A luz UV prejudica as células da retina, causando envelhecimento precoce delas. Além disso, a incidência de raios UV pode provocar catarata precoce e até doenças degenerativas da retina.

Doenças que impactam a saúde dos olhos

Um importante conselho médico vale para pacientes diagnosticados com algumas doenças que impactam a saúde ocular. Pacientes que têm diabetes podem desenvolver a chamada retinopatia diabética, que é uma causa potencialmente grave de perda visual a longo prazo. Os portadores de hipertensão estão expostos ao risco da chamada retinopatia hipertensiva e também precisam de avaliação oftalmológica frequente. Já pessoas que utilizam antidepressivos, antialérgicos e mulheres pós menopausa apresentam risco aumentado da síndrome do olho seco. E pacientes que fazem uso recorrente de corticoides, como a prednisona ou a dexametasona, apresentam risco de desenvolver glaucoma e catarata.

Sobre o Hospital São Marcelino Champagnat

O Hospital São Marcelino Champagnat faz parte do Grupo Marista e nasceu com o compromisso de atender seus pacientes de forma completa e com princípios médicos de qualidade e segurança. É referência em procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade. Nas especialidades destacam-se: cardiologia, neurocirurgia, ortopedia e cirurgia geral e bariátrica, além de serviços diferenciados de check-up. Planejado para atender a todos os quesitos internacionais de qualidade assistencial, é o único do Paraná certificado pela Joint Commission International (JCI).

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. 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