Tendência dos livros de colorir impulsiona mercados editorial e de papelaria

Livros de colorir aumentam demanda por itens de papelaria

A popularidade dos chamados hobbies de baixa energia, como livros de colorir, crochê e quebra-cabeças, vem movimentando o mercado. Apenas na primeira semana de fevereiro, cinco dos 20 livros mais vendidos foram de colorir, segundo dados do PublishNews. Na categoria de não ficção, nove títulos das coleções Bobbie GoodsComfy and Cozy Pink e Cute & Comfy somaram, juntos, mais de 29 mil exemplares vendidos nas livrarias consultadas.

A alta demanda por essas obras também tem impactado o setor de papelaria. O crescimento na procura por lápis de cor, canetas gel e marcadores tem impulsionado as vendas de materiais artísticos e de escrita. A BRW Suprimentos, referência em soluções para os segmentos educacional, corporativo e artístico, já observa um aumento significativo nas solicitações de papelarias e varejistas.

“Estamos acompanhando essa tendência e ajustando nossa estratégia para atender à nova demanda. Para termos uma ideia, as vendas das canetinhas Dual Marker estão em ascensão desde novembro de 2024, onde cresceram mais de cinco vezes em relação ao mesmo período do ano anterior, refletindo essa mudança no comportamento do consumidor”, afirma o CEO e fundador da BRW Suprimentos, Bruno Borgonovo.

André Teles, diretor da Rede Leitura, que conta com 121 lojas no Brasil, também percebe esse crescimento. “Desde outubro, já notamos um aumento significativo na procura por esses materiais. Por isso, reforçamos o estoque de canetinhas, lápis de cor e investimos no ponto de venda para atender melhor a essa demanda. Neste ano, as vendas da coleção Evoke da BRW, por exemplo, aumentaram cinco vezes, o que nos levou a ampliar ainda mais nosso estoque”, explica.

Sobre a BRW Suprimentos

Há 15 anos, a BRW Suprimentos tem se destacado ao oferecer soluções inovadoras e criativas para os segmentos educacional, corporativo e artístico, inspirando e despertando a criatividade nas pessoas. Com atuação no Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai, a marca paranaense é referência no mercado, oferecendo produtos que antecipam as tendências. O portfólio atual tem mais de 2 mil itens, divididos em 35 categorias, disponíveis em mais de 20 mil pontos de venda.

Sobre a Rede Leitura

Desde sua fundação na Galeria do Ouvidor, em Belo Horizonte, a Livraria Leitura se destacou como uma das pioneiras no conceito de megastore no Brasil. Hoje, são 121 lojas espalhadas por 24 estados. Com uma ampla variedade de produtos que vão além dos livros, incluindo revistas, itens da cultura geek e materiais de papelaria, as lojas da Leitura tornaram-se verdadeiros espaços culturais e sociais. Completando 57 anos de sucesso, a rede investe na capacitação de seus colaboradores por meio de treinamentos regulares, assegurando o constante aprimoramento profissional. A rede também oferece serviços como “Nossa Leitura”, um programa de curadoria que permite aos clientes conhecer grandes títulos da literatura nacional e estrangeira, chegando através das indicações dos próprios colaboradores. Além disso, desenvolveu um programa de fidelização exclusivo, o Sempre Leitura, no qual os clientes podem acumular pontos e trocá-los por descontos em suas lojas. O programa ainda disponibiliza uma plataforma online para que os clientes possam se cadastrar e acompanhar seus pontos e benefícios.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. 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