TOTVS registra crescimento de 3% de receita líquida em 2015

A companhia fechou o ano com R$ 2,2 bilhões. O modelo de venda por subscrição aumentou 21%, frente ao ano anterior

A TOTVS S.A (BMF&FBOVESPA: TOTS3), líder no desenvolvimento de soluções de negócio no Brasil e América Latina, anuncia hoje os resultados do quarto trimestre (4T15) e do exercício de 2015. A companhia fechou o ano passado com crescimento em receita líquida, impulsionada principalmente pelo modelo de subscrição.
Esse é o primeiro balanço divulgado pela TOTVS após a reorganização societária com a Bematech, concluída em outubro passado. Para preservar a comparabilidade, foram apresentados resultados pró-forma, combinando os números das duas companhias correspondentes aos 12 meses dos anos de 2015 e 2014.
Com a Bematech, a TOTVS se tornou o maior provedor de soluções de negócio para Varejo do Brasil. Esse segmento atingiu R$ 535,3 milhões de faturamento, passando a representar 24% da receita total pró-forma, resultado que fez com que esse segmento se igualasse ao de Manufatura, tradicionalmente o mais representativo nos últimos anos. Sem a Bematech, o segmento de Varejo da TOTVS cresceu 25% em 2015.
O setor de Serviços também foi impactado com a chegada da Bematech, em especial pela atuação em hotéis e transporte de passageiros, fazendo com que o segmento passasse a representar 15% da receita em 2015. Distribuição/Logística e Financial Services registraram crescimento de 7% e 8%, respectivamente. Esses dados reforçam a assertividade da estratégia de segmentação da TOTVS, que permite capturar oportunidades de negócio em diversos segmentos da economia.
Em 2015, a transição para o modelo de subscrição de software foi o principal fator que contribuiu para o crescimento da receita líquida total da companhia, que totalizou R$ 2,2 bilhões, valor 3% acima do registrado no ano anterior. No quarto trimestre, a receita líquida somou R$ 571,4 milhões. A receita de subscrição cresceu 21%, representando 10% da receita total de software, frente aos 8% registrado em 2014.
Esse crescimento foi impactado pela maior participação das vendas a clientes de médio e pequeno portes, especialmente na modalidadeTOTVS Intera, no qual o cliente define e gerencia quantas identidades estarão habilitadas a ter acesso a todos os softwares de gestão, produtividade e colaboração da TOTVS. O modelo permite que o cliente utilize as soluções em qualquer nuvem homologada pela TOTVS(Cloud).
O EBITDA ajustado pró-forma de 2015 das duas empresas atingiu R$ 456,9 milhões, redução de 13% frente a 2014. Esse montante foi ajustado por impactos não recorrentes de R$ 85,4 milhões relacionados, principalmente, a custos adicionais com a reorganização societária com a Bematech, redução de headcount e acréscimo de provisão para contingências. O lucro líquido ajustado pró-forma de 2015 totalizou R$283,1 milhões, redução de 10% frente a 2014.
“Em 2015, a agenda positiva dos anos anteriores teve que ser reprogramada para que fosse possível viver o atual momento sem desistir da grande oportunidade de negócios, ainda presente no Brasil.Com este espírito, a TOTVS realizou os ajustes necessários em sua estrutura para manter o equilíbrio entre receita e despesa e reavaliou suas provisões, como resultado do continuo monitoramento e controle de riscos. Além disso, demos um passo importante com a aquisição da Bematech e mantivemos investimentos em tecnologia, sistemas e clientes de forma seletiva, em especial no último trimestre, com objetivo de entrar em 2016 com força total” destaca Laércio Cosentino, CEO da TOTVS.
 
Sobre a TOTVS
Provedora de soluções de negócios para empresas de todos os portes, atua com softwares de gestão, plataformas de produtividade e colaboração, hardware e consultoria, com liderança absoluta no mercado SMB na América Latina. Com mais de 50% de marketshare no Brasil, ocupa a 21ª posição de marca mais valiosa do país no ranking da Interbrand. A TOTVS está presente em 41 países com uma receita líquida de mais de R$ 2 bilhões. No Brasil, conta com 15 filiais, 52 franquias, 5 mil canais de distribuição e 10 centros de desenvolvimento. No exterior, conta com mais 7 filiais e 5 centros de desenvolvimento (Estados Unidos, México, China e Taiwan). Para mais informações, acesse o website www.totvs.com.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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