Trilogia de Murilo Rubião tem dois livros indicados para o Prêmio Jabuti 2017

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Duas obras da trilogia de contos do escritor Murilo Rubião – um dos principais representantes da literatura fantástica no Brasil – estão entre as selecionadas para concorrer ao Prêmio Jabuti 2017. O livro “O Edifício” está concorrendo na categoria Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil, com o trabalho do ilustrador Nelson Cruz. Nessa mesma categoria, o ilustrador Odilon Menezes concorre com a obra “Teleco, o Coelhinho”. Os dois livros fazem parte da trilogia lançada pela Editora Positivo em 2016, para comemorar o centenário de nascimento de Murilo Rubião. Os contos “Bárbara”, “O Edifício” e “Teleco, o Coelhinho” foram lançados em edições especiais e com a participação de grandes ilustradores brasileiros – entre eles Nelson Cruz e Odilon Menezes – cujos trabalhos interagem com o texto. Entre os diferenciais das publicações está justamente o formato, com ilustração e projeto gráfico que contribuem para ampliar ainda mais o peso da obra e aproximar as novas gerações do trabalho de Rubião e do gênero ficção fantástica.

Sobre os livros:
“O Edifício”– trabalho que remete ao mito de Sísifo, é uma alegoria à condição humana e um conto extremamente angustiante no qual a vida parece suspensa. Segundo o escritor Nelson de Oliveira, que responde pelo prefácio da obra, a narrativa transparente, sem exageros retóricos, mostra que, para o autor, o enre do é tão importante quanto a linguagem. Ilustrado por Nelson Cruz em tinta acrílica e caneta nanquim, tem 48 páginas.
“Teleco, o Coelhinho” – este conto fala das questões da existência humana e da metamorfose, no sentido de tentativa de adaptação do mundo. Como explica Nilma Lacerda, que apresenta o livro, a obra mostra “as transformações contínuas de humor, de um corpo que em certas ocasiões parece não caber no eu que o abriga”. Com ilustrações de Odilon Moraes, em lápis, nanquim e Ecoline, tem 48 páginas.

Sobre os ilustradores:

Nelson Cruz: é autor de vinte dois livros, entre eles, cinco receberam prêmios Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro. Em 2002, a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, seção brasileira do IBBY, indicou-o ao prêmio Hans Christian Andersen de ilustração. Em 2004 e 2012 foi indicado pela FNLIJ para a Lista de Honra do IBBY (International Board on Books for Yong People), na Suíça.   Em 2012, os originais do livro Alice no telhado participaram da exposição Tea with Alice, homenagem aos 150 anos do livro Alice no país das maravilhas, no Museu de História de Oxford, Londres. Em 2015, a Academia Brasileira de Letras concedeu o prêmio ABL de Literatura Infanto-Juvenil ao O livro do acaso. Em 2016, com o livro Haicais visuais, recebeu os prêmios Monteiro Lobato de Literatura Infantil e Juvenil, da Revista Crescer.

Odilon Moraes: graduado em arquitetura pela USP, iniciou na literatura em 1990 como ilustrador. Recebeu dois prêmios Jabutis pelas imagens de “A Saga de Sigfried”, em 1994 e “O Matador”, em 2009. Em 2002 escreveu seu primeiro livro ilustrado “A Princesinha Medrosa” que recebe o prêmio de Melhor Livro do Ano para Crianças, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Em 2004 recebeu novamente o prêmio Melhor Livro do Ano para Crianças pela FNLIJ com o livro “Pedro e Lua”. Em 2012 seu livro “Traço e Prosa” recebeu o prêmio Melhor Livro Teórico do Ano, também pela FNLIJ. Possui vários livros agraciados com o selo White Raven da Biblioteca Internacional do Livro para Crianças de Munique. No ano de 2014 entrou para a lista de honra do International Book Board for Youth (IBBY). Desde de 2005 ministra palestras, oficinas e escreve artigos sobre a história e o conceito do livro ilustrado em instituições como o Instituto Tomie Ohtake, Fundação Lasar Segall, Instituto Europeu de Design, SESC e, mais recentemente, o Instituto Vera Cruz e a UNICAMP.
Sobre a Editora Positivo:
Fundada há 37 anos, a Editora Positivo tem a missão de construir um mundo melhor por meio da educação. Tendo as boas práticas de ensino como seu DNA, a Editora especializou-se ao longo dos anos e tornou-se referência no segmento educacional, desenvolvendo livros didáticos, literatura infantil e juvenil, sistemas de ensino e dicionários. A Editora Positivo está presente em milhares de escolas públicas e particulares com os seus sistemas de ensino. Amplamente recomendados pela área pedagógica e reconhecidos pelos seus resultados, os sistemas foram criados de modo a atender a realidade de cada unidade escolar. Para a rede pública a editora disponibiliza o Sistema de Ensino Aprende Brasil. Já as escolas particulares contam com o Sistema Positivo de Ensino. Cerca de 2 milhões de alunos utilizam os sistemas de ensino da Editora Positivo, em escolas públicas e particulares, no Brasil e no Japão.

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