União entre empresas e entidades cria fundo para combater coronavírus no Paraná

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Campanha inédita de união entre setor público e privado promove o auxílio aos setores de Saúde e Assistência Social no enfrentamento da pandemia

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) tem afetado direta ou indiretamente toda a população do Paraná, principalmente a população mais vulnerável. Pensando nisso, uma ação inédita envolve diversas empresas e entidades do Estado para arrecadação de fundos para a saúde e assistência social.  A campanha nasceu da união das promotorias de Justiça do Ministério PúblicoMinistério Público do Trabalho do Paraná que firmaram um convênio com a UFPR e Funpar. Logo em seguida se uniram ao grupo Instituto GRPCOMInstituto Positivo, Grupo MaristaPUCPR, a comissão do Terceiro Setor da OABPR e associações da sociedade civil organizadas com sede no Estado. Esse grupo espera que mais organizações integrem o grupo e ajudem a fortalecer ainda mais a iniciativa. 

Da possibilidade de unir marcas distintas de segmentos diversos, surge a campanha “O amor contagia”, para reforçar a mensagem de solidariedade em toda a sociedade paranaense. As arrecadações obtidas com a campanha irão compor dois fundos com objetivos diferentes: um de apoio às demandas emergenciais na área da saúde, beneficiando, a princípio, o Complexo Hospital de Clínicas da UFPR, o Hospital do Trabalhador e outros hospitais filantrópicos do Paraná. O apoio ocorrerá à medida que as doações sejam feitas. O outro fundo irá prestar apoio às ações de mais de 300 ONGs cadastradas. Para acessar os recursos, hospitais e organizações sociais deverão observar os critérios dos editais e se inscrever no site da FUNPAR.

Os aportes iniciais dos participantes já somam R$ 1,5 milhão para o fundo de saúde e R$ 390 mil para o segmento de assistência social. Mas as necessidades das entidades para o combate à pandemia e da população mais vulnerável vão muito além deste montante. “A ideia é que nesse momento em que estamos enfrentando um mundo novo, grandes marcas se unam pela solidariedade. Quanto mais pessoas físicas e empresas puderem doar, mais recursos poderão ser destinados para os que mais necessitam. Um levantamento aponta que mais da metade das organizações sociais do Estado já apresentam dificuldades para manter suas funções neste período de crise”, afirma a promotora de justiça do Ministério Público do Paraná, Karina Cordeiro.

Como doar

Empresas, pessoas físicas e organizações podem fazer suas contribuições via depósito bancário tanto para o fundo de apoio à área da saúde, quanto para o de iniciativas sociais. As doações são feitas de forma direta e não podem ser abatidas do cálculo do Imposto de Renda. Aqueles que quiserem contribuir de forma anônima podem fazer depósito ou transferência. Os recursos dos fundos serão administrados por um comitê gestor que irá fiscalizar a destinação das doações. A prestação de contas para a sociedade será feita em tempo real e com fácil acesso no site da Funpar. Para doar ou saber mais detalhes sobre a campanha, basta acessar o site: http://www.funpar.ufpr.br/transparencia-covid19/.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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