Universitários curitibanos prestam assistência médica e odontológica a comunidades ribeirinhas na Amazônia

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Estudantes da Universidade Positivo reforçam “Navios da Esperança” da Marinha Brasileira

Três professores e sete alunos de Medicina e Odontologia da Universidade Positivo (UP), de Curitiba (PR), acabam de voltar da Amazônia, onde participaram do projeto ASSHOP (Assistência Hospitalar) prestando assistência às comunidades ribeirinhas na Amazônia, com o Navio Hospital (NAsH) da Marinha Brasileira. O grupo viajou durante 20 dias nos chamados “Navios da Esperança”, que levam atendimento médico e odontológico aos moradores de locais de difícil acesso em regiões florestais brasileiras. A UP é a primeira universidade privada do Brasil a enviar acadêmicos para auxiliar no projeto.

O professor do curso de Medicina, Edison Brum, responsável pelo projeto na Universidade Positivo, conta que esse tipo de ação faz com que os estudantes aprendam a trabalhar em equipe multidisciplinar e interinstitucional. “Eles são obrigados a sair da zona de conforto, adentrando em outra região, outro clima, outro povo. É muito enriquecedor”, explica. O navio utilizado pela equipe, o NAsH “Dr. Montenegro”, contém recursos hospitalares como consultórios, laboratórios, UTI e centro cirúrgico. Com o auxílio dos médicos da Marinha e professores da UP, os estudantes de Medicina atenderam 705 ribeirinhos. “O número de pacientes foi absurdamente bom. Um estudante nunca chegaria a atender tantas pessoas em tão pouco tempo”, revela Brum. Os diagnósticos mais comuns durante o período foram anemia, hipertensão, diabetes, obesidade, colesterol alto e alimentação inadequada. Muitas gestantes também foram atendidas. A população passa pelos procedimentos, em média, uma vez por ano – por isso, a necessidade de atender a maior quantidade possível de pacientes quando o NasH está atracado.

Brum explica ainda que a ação é um diferencial que a universidade consegue oferecer ao graduando: “Projetos assim fazem diferença na formação acadêmica e pessoal do aluno e, acima de tudo, ajuda a humanizar a profissão”. Para participar da empreitada, os alunos precisaram passar por uma banca e uma avaliação psicológica, além de ser requisitada experiência prévia com projetos de extensão. Vinícius Dias Pinto da Fonseca, aluno do 10º período de Medicina, conta que a experiência foi muito aguardada e superou todas as suas expectativas. “Sou apaixonado por novas culturas e em conhecer o outro. Essa foi, talvez, a experiência mais incrível que eu tive até agora na Medicina”, confessa.

Assim como o grupo de futuros médicos, os estudantes de Odontologia também realizaram um número recorde de atendimentos. Foram mais de 2 mil procedimentos, desde remoção de cáries a microcirurgias. A universitária Gabrielle Gobbo Agnoletto revela que aprendeu muito mais do que imaginava quando se propôs a participar da viagem. “A experiência foi mágica e a bagagem que trouxemos de volta foi muito maior que a que levamos. Aprendemos muito com os ribeirinhos – principalmente questões culturais, que são tão diferentes das nossas”, relata. Do ponto de vista técnico, Gabrielle diz que uma experiência dessas traz ganhos imensuráveis para o estudante: “Na prática clínica, quanto mais procedimentos realizamos, mais casos diferentes encontramos. Fizemos várias extrações e algumas delas precisavam de técnicas diferentes – então, em alguns momentos, foi bem importante o auxílio e a orientação do professor ou do cirurgião-dentista da Marinha que participou com a gente”.

A qualidade do trabalho e o empenho da comitiva da UP com o projeto surpreendeu os profissionais da Marinha. Por isso, a instituição propôs um acordo para o envio de duas equipes por ano à Amazônia. O grupo ainda foi convidado a fazer parte do projeto Outubro Rosa do ASSHOP, com foco na prevenção do câncer de mama na mesma região. O resultado acadêmico da iniciativa foi a criação de 12 trabalhos científicos para o 14º Congresso de Saúde da Família, que acontece entre os dias 5 e 7 de novembro, na Expo Unimed, em Curitiba, e três publicações dos estudantes em revistas científicas.

 
 

Sobre a Universidade Positivo

A Universidade Positivo (UP) concentra, na Educação Superior, a experiência educacional de mais de quatro décadas do Grupo Positivo. A instituição teve origem em 1988 com as Faculdades Positivo, que, dez anos depois, foram transformadas no Centro Universitário Positivo (UnicenP). Em 2008, foi autorizada pelo Ministério da Educação a ser transformada em Universidade. Atualmente, oferece 58 cursos de Graduação presenciais (31 cursos de Bacharelado e Licenciatura e 27 Cursos Superiores de Tecnologia), três programas de Doutorado, quatro programas de Mestrado, centenas de programas de Especialização e MBA e dezenas de programas de Extensão. A UP conta com sete unidades em Curitiba, além de polos de Educação à Distância (EAD) em 22 cidades espalhadas pelo Brasil. É considerada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a melhor universidade privada do Paraná, pelo quinto ano consecutivo.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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