Valmet apresenta tecnologia de simulação computacional em simpósio internacional

Multinacional finlandesa foi selecionada para expor sua ferramenta de simulação computacional para treinamento de operadores no International Symposium on Wood, Fiber and Pulping Chemistry, na Itália. A tecnologia visa acelerar startups de fábricas de celulose

Indústrias de papel, celulose e fabricantes de máquinas frequentemente se deparam com desafios em projetos e processos. A simulação computacional é uma ferramenta valiosa e essencial ferramenta para ajustes de produção e experimentos operacionais, facilitando a comunicação entre os sistemas e oferecendo uma solução mais automatizada e eficiente. Líder mundial em desenvolvimento e fornecimento de tecnologias, automação e serviços para as indústrias de celulose, papel e energia, a Valmet foi convidada – dentre poucas empresas brasileiras – para participar do International Symposium on Wood, Fiber and Pulping Chemistry, realizado em Veneza, na Itália, neste mês de julho.

O especialista de processos da Valmet na América do Sul, Ronnie Marcelo Biasotto, foi o convidado para o renomado evento, onde apresentou o tema Use of Online Training Simulator (OTS) as Accelerator Tool for a Pulp Mill Startup (utilização do Simulador de Treinamento On-line (OTS) como ferramenta aceleradora para startup em fábricas de celulose, em tradução livre), trabalho desenvolvido em co-autoria com o especialista em OTS da Valmet, Rafael Ferreira. O case foi apresentado durante o evento global e contou com uma plateia composta pelos setores acadêmicos e empresariais de todo o mundo. “Foi uma honra apresentar essa tecnologia inédita e de ponta em um evento global de alto nível  técnico, como esse simpósio. As discussões foram focadas em trabalhos científicos de empresas e renomadas universidades e institutos de pesquisas”, explicou o palestrante. 

Tecnologia Valmet Training Simulator (OTS) 

A simulação computacional dos processos produtivos, considerada um dos pilares da Indústria 4.0, tem como objetivo garantir a eficácia da produtividade, redução de recursos financeiros e técnicos, além de melhorar a performance de mercado. Os modelos digitais visam replicar etapas reais dos processos fabris para  capacitar gestores e operadores a prever os efeitos causados por eventuais problemas na planta industrial, além de evidenciar potenciais oportunidades de melhorias no processo. 

“Os simuladores da Valmet auxiliam no gerenciamento eficiente e seguro das fábricas, desde o momento de inicialização até operações contínuas. Com eles, obtemos resultados que aumentam a competitividade dos negócios de nossos clientes, auxiliando na tomada de decisões e proporcionando benefícios técnicos, logísticos e financeiros”, afirmou Ronnie. A tecnologia apresentada no simpósio é um ambiente virtual que reúne tecnologias avançadas, como inteligência artificial, automação, indústria 4.0, entre outras. “Dentre os principais benefícios, podemos citar a redução do tempo do learning curve do time técnico, além do aumento de confiança dos operadores, proporcionado pelos exerícios simulados, que passam a conhecer a planta industrial antes mesmo de iniciarem a operação, sendo possível esclarecer dúvidas e propor melhorias. Na Fase 1 do projeto o tempo de partida foi reduzido dos previstos 20 dias para 10 dias e, na Fase 2, a fábrica partiu em apenas 10 horas”, explica. 

O OTS permite reproduzir com alta precisão o comportamento dinâmico dos equipamentos, abrangendo todas as situações e os cenários de operação on-line, virtualizando todas as máquinas e os sistemas envolvidos na operação da fábrica. Essa ferramenta possibilita treinar a equipe de operadores antes e depois do início das operações, realizar ajustes de produção e experimentos operacionais, além de capacitar novos profissionais que possam ingressar futuramente na equipe, garantindo maior eficiência e agilidade na produção a longo prazo.

Sobre a Valmet

A Valmet é uma desenvolvedora e fornecedora líder global de tecnologias de processo, automação e serviços para as indústrias de celulose, papel e energia. Com soluções de automação, válvulas e controladores de fluxo, a Valmet atende uma base ainda mais ampla de indústrias de processo, visando ser campeã global no atendimento dos seus clientes. Com mais de 17 mil profissionais, a Valmet conta com mais de 220 anos de história industrial e tem como missão converter recursos renováveis em resultados sustentáveis. Em 2022, a empresa Neles Corporation foi incorporada pela Valmet. A Valmet América do Sul opera com unidades em Araucária (PR), Sorocaba (SP), Belo Horizonte (MG), Imperatriz (MA) e Concepción, Antofagasta e Santiago, no Chile. Mais informações: www.valmet.com.br.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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