Valmet conclui bem-sucedida Parada Geral da unidade Guaíba da CMPC

Com o objetivo de aperfeiçoar a continuidade operacional da maior indústria do Rio Grande do Sul, multinacional finlandesa foi responsável pelos serviços de manutenção e supervisão da Parada Geral

Durante o mês de maio, mais de 290 profissionais, entre colaboradores da Valmet e terceirizados, estiveram envolvidos na Parada Geral (PG) da unidade Guaíba da CMPC (RS) – maior indústria do Rio Grande do Sul e um dos grandes players do setor de papel e celulose. A Valmet, principal desenvolvedora de tecnologias de processo, automação e serviços para as indústrias de celulose, papel e energia, foi responsável pelos serviços de manutenção e supervisão da PG. Esse trabalho exigiu planejamento, execução, gerenciamento e desenvolvimento das atividades em alinhamento com as expectativas e necessidades do cliente, tendo em vista que a parada ocorreu simultaneamente com as obras do projeto BioCMPC.

Durante os dez dias de atividades, a multinacional finlandesa realizou os seguintes serviços: manutenção mecânica na evaporação e NCG; caustificação (filtros) e forno de cal; manutenção das prensas do branqueamento e seus periféricos, corpo e periféricos do digestor; supervisão técnica na secagem da linha 2 e nos sensores CL 1000; extração de smelt e limpeza da fornalha da caldeira de recuperação; upgrade do DCS com ambiente virtualizado; preparativos para o comissionamento do projeto BioCMPC; e manutenção preventiva de automação.

Cabe destacar que o pacote de Parada Geral da Valmet contribuiu mais uma vez para o sucesso da execução da atividade em uma indústria de papel e celulose, cumprindo os prazos e garantindo a  segurança. Para tal feito, a metodologia de trabalho da multinacional finlandesa segue rigorosamente os pilares de planejamento, conhecimento e análise crítica após a Parada Geral.

Sobre a parada geral:

A PG é um evento previsto na NR13 para empresas que trabalham com equipamentos chamados de vasos de pressão, como caldeiras e digestores. Esse período de manutenção garante a produtividade das indústrias, evitando interrupções emergenciais e assegurando um ciclo otimizado.

O comprometimento com a segurança, qualidade e prazos é um dos pilares de atuação da Valmet. Ao longo desta Parada Geral, foram realizadas cinco Safety Walks para verificação de equipamentos de içamento, inspeção de ferramentas, adequações de andaimes, verificação de documentação e eliminação de condições inseguras. E também, mais de 30 DDS (Diálogos Diários de Segurança) com a participação direta da equipe Valmet.

“Essa Parada Geral foi um grande desafio, pois trabalhamos com a otimização de recursos entre os equipamentos, viabilizando a mão de obra das montadoras contratadas. Parabéns ao time Valmet por mais uma Parada Geral de sucesso!”, comemora o MSM da CMPC no Brasil, Bruno Engracio. Após a parada, a Valmet ainda entregou relatório detalhado, avaliando os serviços e indicando pontos de manutenção para a próxima parada programada das operações.  

Sobre a Valmet

A Valmet é uma desenvolvedora e fornecedora líder global de tecnologias de processo, automação e serviços para as indústrias de celulose, papel e energia. Com soluções de automação, válvulas e controladores de fluxo, a Valmet atende uma base ainda mais ampla de indústrias de processo, visando ser campeã global no atendimento dos seus clientes. Com mais de 17 mil profissionais, a Valmet conta com mais de 220 anos de história industrial e tem como missão converter recursos renováveis em resultados sustentáveis. Em 2022, a empresa Neles Corporation foi incorporada pela Valmet. A Valmet América do Sul opera com unidades em Araucária (PR), Sorocaba (SP), Belo Horizonte (MG), Imperatriz (MA) e Concepción, Antofagasta e Santiago, no Chile. Mais informações: www.valmet.com.br.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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