Valmet entrega principais tecnologias e automação para a nova fábrica de celulose solúvel da LD Celulose no Triângulo Mineiro

A multinacional finlandesa Valmet acaba de concluir a entrega das principais tecnologias e soluções de automação integradas para a nova fábrica da LD Celulose S.A, localizada no Triângulo Mineiro. A planta industrial de celulose solúvel terá capacidade produtiva de 500 mil toneladas por ano e já recebeu investimentos na ordem de US$ 1,3 bilhão.

A Valmet entregou o projeto com escopo de fornecimento estendido. O processo de engenharia detalhada do projeto teve início em 2020 e as obras de instalação no local começaram um ano depois. O início das operações dos equipamentos e o ramp-up da produção são mais um marco bem-sucedido deste projeto.

“Nossa nova fábrica proporciona um impacto socioeconômico positivo em toda a região. A celulose solúvel é uma matéria-prima fundamental para a fabricação de fibras especiais e têxteis à base de madeira da Lenzing. Essa planta está entre as fábricas mais produtivas e energeticamente eficientes do mundo. Adotamos as tecnologias mais avançadas na fábrica, não só no processo produtivo sustentável, mas também nas soluções que buscam reduzir as emissões ao meio ambiente. Estamos muito felizes que, apesar dos desafios externos, conseguimos seguir nosso cronograma”, afirma o CEO da LD Celulose, Luís Künzel.

O presidente da linha de negócios de celulose e energia da Valmet, Bertel Karlstedt, compartilha da satisfação em participar desse projeto vanguardista e revolucionário. “Esse projeto é uma excelente referência de tecnologia de celulose solúvel e de nossa capacidade de entrega para fábricas green field de celulose. Quase todo o processo de implementação ocorreu durante a pandemia global de covid-19. Trabalhamos remotamente em engenharia, gerenciamento de projetos e até mesmo em testes de aceitação de fábrica para o sistema de automação. Isso exigiu muita confiança e comunicação entre as equipes da Valmet e da LD Celulose, e especial atenção ao planejamento e programação. Estou satisfeito em ver como nossas equipes alcançaram juntas este importante marco de iniciar a produção no local.”

Mesmo diante de um cenário tão desafiador, a execução do projeto foi um sucesso, o que demonstra a capacidade e competência da Valmet em entregar a qualidade certa no momento certo. “A cooperação entre a Valmet com o cliente tornou isso possível. Além das soluções líderes em tecnologia de processo, o projeto apresenta um sistema de automação avançado suportado por analisadores, soluções de Internet Industrial e Simuladores de Operação para toda a fábrica”, conta o presidente da Valmet América do Sul, Celso Tacla.

Detalhes do fornecimento da Valmet

A entrega completa da Valmet incluiu uma linha de fibras, uma linha de secagem e enfardamento de celulose, uma planta de evaporação, cristalização de cinzas, uma planta de licor branco, sistema de automação para toda a fábrica, analisadores e simuladores de treinamento para todas as áreas de processo.

A linha de fibras possui tecnologia Valmet TwinRoll para alta eficiência de lavagem com baixo consumo de produtos químicos e água. A linha de secagem e enfardamento de celulose foi projetada para lidar com os requisitos especiais de celulose solúvel de forma energeticamente eficiente. Com o apoio do Sistema de Controle de Qualidade Valmet, o processo garante uma celulose de alta qualidade e fácil operação. A planta de evaporação possui a tecnologia Valmet Tubel para alta disponibilidade e produz condensado limpo de alta qualidade para completa reutilização na fábrica. A planta de licor branco inclui recaustificação e forno de cal e é projetada para alta confiabilidade e menor manutenção. O Cristalizador de Cinzas Valmet tem capacidade para 300 toneladas de cinzas por dia e irá recuperar produtos químicos da planta e remover elementos não processados, principalmente cloreto e potássio, do ciclo de licor.

O sistema de automação Valmet DNA para toda a fábrica destaca-se por sua inovação, e foi construído com a recente tecnologia de virtualização, permitindo uma nova maneira de operar a fábrica e de integração com os analisadores.

Ainda, o Simulador Valmet Operator Training Simulator (OTS) será usado em todas as 14 ilhas de processo, do início ao fim da produção. Um fato inovador do projeto é que o pátio de madeiras é o primeiro no Brasil a utilizar esta tecnologia. Outro destaque é a presença de simuladores para as áreas de tratamento de água, tratamento de água para caldeiras, tratamento de efluentes e turbinas, comumente pouco exploradas com OTS, corroborando o compromisso da LD Celulose em implementar processos mais eficientes, otimizados e focados na segurança e excelência de sua equipe operacional.

 

Sobre a Valmet

A Valmet é uma desenvolvedora e líder global no fornecimento e desenvolvimento de processos, automação e serviços para as indústrias de celulose, papel e energia. Com sistemas de automação e soluções de controle de fluxo de ponta, a Valmet atende expressiva base de indústrias, visando ser campeã global no atendimento dos seus clientes. Com mais de 17 mil profissionais, a Valmet conta com mais de 220 anos de história industrial e sólido histórico de melhoria e renovação. Em 2022, a empresa de controle de fluxo Neles Corporation foi incorporada pela Valmet. A Valmet América do Sul opera com unidades em Araucária (PR), Sorocaba (SP), Belo Horizonte (MG), Imperatriz (MA) e Concepción, no Chile. Mais informações: www.valmet.com.br.

 

Sobre a LD Celulose S.A.

A LD Celulose S.A. é uma joint venture entre a austríaca Lenzing e a brasileira Dexco, representando uma das maiores fábricas de celulose solúvel do mundo. A celulose solúvel produzida na LD Celulose será utilizada na indústria têxtil, gerando tecidos com inovação, sustentabilidade e alta tecnologia. 

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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