Valmet fornece tecnologias para nova linha de celulose da ARAUCO no Chile

O contrato firmado representa um dos maiores investimentos em celulose do mundo e o maior da história da empresa de produtos florestais

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A Valmet e a ARAUCO firmaram contrato para o fornecimento de uma nova linha de secagem de celulose e enfardamento, caldeira de recuperação e caldeira de biomassa para o projeto MAPA (Modernização e Ampliação da Planta Arauco). A ação faz parte do grande investimento da ARAUCO para expandir a capacidade de produção atual e construir uma nova linha de produção de celulose na planta ARAUCO na região de Biobío, no Chile.
A modernização e ampliação da planta ARAUCO envolve um investimento de U$ 2.350 milhões, o que faz dele o maior investimento na história da ARAUCO e um dos maiores investimentos em celulose do mundo. O projeto inclui a construção de uma nova linha de produção, a linha 3, com capacidade anual de 1.560.000 toneladas. A nova linha está estimada para começar a operar em 2021.
“Além da celulose de alta qualidade, o projeto de expansão nos permite continuar gerando energia limpa e renovável a partir da biomassa florestal, devido à construção de uma nova caldeira de biomassa. A caldeira fornece energia limpa para a planta e o excedente de eletricidade será entregue à Rede Elétrica Nacional”, explica o vice-presidente sênior de Celulose e Energia da ARAUCO , Franco Bozzalla.
Para o presidente da área de Celulose e Energia da Valmet, Bertel Karlstedt, “temos uma boa cooperação com a ARAUCO há mais de 15 anos e estamos felizes em fornecer a tecnologia-chave para a nova fábrica de celulose de última geração da empresa. Essa entrega é globalmente significativa também para nossas equipes de projetos e tecnologia. O projeto é liderado a partir da Finlândia e os principais componentes são produzidos em nossas próprias fábricas. O impacto sobre o emprego na Finlândia está próximo de 300 homens-ano”, destaca.
“Além da importância do projeto em si, ele nos trará novas oportunidades para expandir nosso negócio de serviços, desenvolverá e apresentará nossas novas e modernas soluções de internet industrial”, diz o presidente da Valmet para a América do Sul, Celso Tacla.
“Foi um prazer trabalhar e aprender neste projeto, que foi o maior investimento na história da ARAUCO, e estamos muito felizes em ter participado. Durante a fase de vendas, a ARAUCO reconheceu nossas forças em termos de tecnologia, e o esforço de toda a equipe Valmet em demonstrar a melhor maneira de erguer esta nova fábrica. Este projeto elevará a ARAUCO para outro nível em termos de competitividade e eficiência, e os confirmará como um participante global do mercado”, comenta o diretor da área de Celulose e Energia da Valmet, Fernando Scucuglia.
Diferenciais
A entrega da Valmet representa as mais recentes e modernas tecnologias de produção de celulose e energia projetadas para produtividade com consumo reduzido de produtos químicos, água e vapor. A tecnologia oferece alta confiabilidade, operação segura e baixo impacto ambiental.
A nova linha de secagem de celulose terá uma capacidade diária de 5.000 toneladas (ADt) e consistirá de duas máquinas de secagem completas, incluindo quatro linhas de enfardamento de alta capacidade. As máquinas de secagem de celulose são projetadas para alta disponibilidade com capacidade de produção de 2.500 toneladas / dia e largura de 8 metros para cada máquina, com possibilidade de aumento de produção no futuro.
A linha de secagem de celulose inclui avançados sistemas de controle de processo e gerenciamento de fardos, que permitem a produção de celulose de alta qualidade continuamente. A linha de secagem também inclui tecnologias de baixo consumo de energia e vapor, contribuindo para um menor custo operacional e mínimo impacto ambiental.
A ilha das caldeiras consiste de uma caldeira de recuperação com capacidade de queima diária de 6.300 toneladas de sólidos secos (tDS) e uma caldeira de leito fluidizado com capacidade de 160 MW térmicos. A Valmet também fornecerá a solução de coleta e condicionamento de NCG (gases não-condensáveis) em toda a fábrica.
A caldeira de recuperação possui recursos avançados High Power da Valmet, permitindo máxima eficiência energética e alta produção de eletricidade, e inclui o robô de limpeza de bicas de smelt para maior segurança e facilidade de operação. A caldeira de força é adaptada para queimar biomassa local, como casca de eucalipto, serragem, aparas e resíduos, bem como lodo. Ambas as caldeiras são equipadas com ESPs da Valmet (precipitadores eletrostáticos) para excelente remoção de particulados de gases de combustão.
 
Sobre a Valmet
A Valmet é líder mundial no desenvolvimento e fornecimento de tecnologias, automação e serviços para os setores de celulose, papel e energia, com mais de 220 anos de história e 13.000 funcionários. No Brasil, a Valmet está presente com quatro unidades. A gestão da Valmet na América do Sul está concentrada na unidade de Araucária-PR, com o suporte das unidades de Sorocaba-SP, Campinas-SP, Belo Horizonte-MG, Santiago e Concepción, as duas últimas no Chile. Mais informações em: https://www.valmet.com.br
Sobre a ARAUCO
ARAUCO é uma empresa global e diversificada na indústria florestal. Está presente no mercado florestal, celulose, madeira, painéis e energia limpa e renovável, oferecendo uma ampla variedade de produtos sustentáveis e de qualidade para a indústria do papel, da construção, de embalagem, moveleira e de energia. Atualmente, a ARAUCO conta com instalações produtivas em 11 países, com 1,8 milhões de hectares na América do Sul, mais de 17 mil colaboradores e mais de 4.400 clientes nos cinco continentes.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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