Valmet fornecerá fábrica de celulose completa com soluções de automação e válvulas para Arauco no Brasil

O Conselho de Administração da Arauco aprovou ontem (25) o investimento em uma nova fábrica de celulose e selecionou a Valmet como fornecedora do projeto, sendo responsável pela entrega da fábrica de celulose completa, incluindo soluções de automação e flow control. Este será o maior projeto de fábrica de celulose em etapa única do mundo, com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas por ano. A partida da fábrica está prevista para o segundo semestre de 2027. A planta será construída em Inocência, no estado de Mato Grosso do Sul.  

O contrato está previsto para ser concluído até o final de 2024. O valor do pedido é superior a € 1 bilhão e deve ser incluído nos pedidos recebidos pela Valmet no quarto trimestre de 2024. A entrega antecipada terá um impacto importante para a Valmet em empregos e seus subcontratados, especialmente no Brasil, Finlândia, Suécia, Dinamarca, Índia e China.

“Esta é uma etapa importante e decisiva do nosso Projeto Sucuriú, que contará com alta expertise e tecnologia de ponta. Sendo o maior projeto de produção de celulose em etapa única do mundo, nossa escolha pela Valmet reflete o compromisso da Arauco em firmar parcerias com aqueles que compartilham nossa visão de inovação e práticas sustentáveis”, afirma o CEO Global da Arauco, Cristián Infante. 

“Este investimento é um marco significativo para a indústria, e estamos orgulhosos de termos sido selecionados parceiros da Arauco neste grande projeto. A nova fábrica de celulose da Arauco será o maior projeto de celulose em etapa única do mundo e será uma vitrine para as tecnologias de processo sustentáveis da Valmet. Além disso, a planta gerará uma quantidade significativa de bioeletricidade excedente, contribuindo positivamente com energia sustentável fornecida à rede nacional”, afirma o presidente e CEO da Valmet, Thomas Hinnerskov.

“Com a entrega completa da planta, a Valmet pode oferecer todos os benefícios da nossa oferta inovadora e abrangente, que consiste em tecnologia de processo, sistemas de automação, soluções e serviços de flow control. Mesmo que esta seja a maior planta já entregue, o escopo de fornecimento da Valmet incluirá tecnologias comprovadas, criando uma boa base para este investimento na mega fábrica. A planta contará com tecnologias de processo de ponta, incluindo os mais recentes desenvolvimentos em nossa tecnologia de cozimento contínuo, especialmente adaptada para grandes fábricas de fibra longa, além dos mais avançados sistemas de automação e soluções de flow control. A solução completa de automação inclui a nova geração do sistema de automação Valmet DNAe, juntamente com uma solução de otimização para toda a fábrica. As soluções são projetadas para oferecer excelente eficiência energética, qualidade otimizada do produto final e alta performance ambiental”, afirma o presidente da Linha de Negócios de Celulose e Energia da Valmet, Sami Riekkola.

“O desenvolvimento da indústria de celulose no Brasil tem sido substancial nos últimos anos. Para atender às demandas deste mercado e servir ainda melhor os clientes da região, a Valmet tem fortalecido sistematicamente sua presença e competências localmente. Nosso conhecimento sobre as condições locais, experiência na execução de projetos e compromisso em fornecer serviços de longo prazo para a nova planta, garantindo alta eficiência operacional e sustentabilidade, foram reconhecidos pela Arauco como fatores muito importantes em sua decisão de parceria com a Valmet”, afirma o presidente da Valmet América do Sul, Celso Tacla.

Detalhes sobre a entrega de tecnologia da Valmet para o Projeto Sucuriú

A Valmet fornecerá todo o processo de produção, desde o preparo de madeira até os fardos de celulose prontos para produzir celulose de fibra longa, assim como o sistema de automação e as soluções de flow control para toda a fábrica, incluindo aplicações de Internet Industrial da Valmet. O escopo de entrega da Valmet abrange engenharia, suprimentos e construção, além de construção civil e comissionamento no local. 

A entrega de tecnologia de processo da Valmet incluirá pátio de madeiras, cozimento e linha de  fibras, secagem e enfardamento de celulose, solução para manuseio de gases não condensáveis (NCG), evaporação, caldeira de recuperação, caldeira de biomassa, caustificação, forno de cal, secador de biomassa e gaseificador. 

A entrega de automação incluirá a nova geração do sistema digital de controle distribuído da Valmet, o Valmet DNAe, controles avançados de processos (APC), analisadores e transmissores on-line, bem como aplicações para a otimização em toda a fábrica, cobrindo todas as ilhas de processos. Os recursos de  Internet Industrial da Valmet incluem simuladores e otimizadores para ilhas de processos selecionadas, bem como a conectividade com o Valmet Performance Center. A entrega incluirá, adicionalmente, soluções de flow control com válvulas e automação de válvulas. 

Sobre a Valmet: 

A Valmet possui uma base global de clientes em diversas indústrias de processo. Somos líderes globais no desenvolvimento e fornecimento de tecnologias de processo, automação e serviços para as indústrias de celulose, papel e energia e, com nossas soluções de automação e controle de fluxo, atendemos uma base ainda mais ampla de indústrias de processo. Nossos mais de 19.000 profissionais em todo o mundo trabalham próximos aos nossos clientes e estão comprometidos em impulsionar o desempenho de nossos clientes – todos os dias. A empresa tem mais de 220 anos de história industrial e um forte histórico de melhoria e renovação contínuas. As vendas líquidas da Valmet em 2023 foram de aproximadamente 5,5 bilhões de euros. As ações da Valmet estão listadas na Nasdaq Helsinki e sua sede fica em Espoo, na Finlândia.

Share:

Latest posts

Ganhador-poupanca-cianorte - -Jhon-Marlon-Feltrin-Prodentes - -eletricista-industrial (1)
Sicredi já distribuiu mais de R$ 3 milhões em prêmios para estimular o hábito de poupar
LORD-KRONY
Hard Rock Cafe Curitiba recebe espetáculo em homenagem a Freddie Mercury e o Queen
Bem-estar (1)
Bem-estar emocional como foco no ambiente de trabalho: mudanças na NR-1 colocam a saúde mental como pilar essencial nas estratégias corporativas

Sign up for our newsletter

Acompanhe nossas redes

related articles

Ganhador-poupanca-cianorte - -Jhon-Marlon-Feltrin-Prodentes - -eletricista-industrial (1)
Sicredi já distribuiu mais de R$ 3 milhões em prêmios para estimular o hábito de poupar
Mais de 400 associados já foram contemplados em 2026 na campanha Poupança Premiada, que segue até dezembro...
Saiba mais >
LORD-KRONY
Hard Rock Cafe Curitiba recebe espetáculo em homenagem a Freddie Mercury e o Queen
Freddie-Verso, apresentado por Lord Krony, reúne clássicos da banda em noite dedicada ao legado do cantor O...
Saiba mais >
Bem-estar (1)
Bem-estar emocional como foco no ambiente de trabalho: mudanças na NR-1 colocam a saúde mental como pilar essencial nas estratégias corporativas
Modelo cooperativista se destaca pelo pioneirismo em ações voltadas ao bem-estar emocional dos colaboradores O...
Saiba mais >
*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
ARTIGO: Mentalidade AI First: cinco skills fundamentais para os gestores de RH desenvolverem ainda este ano
*por Juliana Maria – head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em...
Saiba mais >