Valmet participa da Tissue World em São Paulo

De 22 a 24 de outubro acontece a terceira edição do evento no país com os principais fornecedores e fabricantes de papéis tissue; Valmet realiza palestras sobre tecnologias híbridas e de revestimento de cilindros Yankee

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A Valmet, líder mundial no desenvolvimento e fornecimento de tecnologias, automação e serviços para os setores de celulose, papel e energia, participará da terceira edição da feira e conferência Tissue World São Paulo, um dos principais eventos do setor de tissue do mundo – as feiras e conferências mundiais da Tissue World acontecem, atualmente, em cinco cidades: São Paulo, Milão, Miami, Bangkok e Istambul. De 22 a 24 de outubro, toda a cadeia de valor do mercado de tissue, desde fornecedores de matérias-primas a fabricantes, estarão reunidos em São Paulo. 

No primeiro dia de evento (22), o diretor de Automação da Valmet na América do Sul, Emerson Armani, participará do painel de discussão “Fabricação Inteligente e outras transformações: o segmento tissue está pronto para o desafio?”. Especialistas nas áreas de fabricação e tecnologia analisarão a digitalização e outras inovações para a produção de papel tissue, abordando desde o consumo de fibras até a economia de energia. Será debatido se o setor está preparado para as oportunidades que esta nova era trará. 

No dia 23, o gerente de conceito para tissue estruturado da Valmet, Danilo Marcos, vai realizar a palestra “Esteja pronto para o amanhã – O futuro pode surpreender você”. O profissional aborda as novas tecnologias híbridas que estão disponíveis no mercado para produção de tissue premium e ultra-premium, com baixo consumo de energia e fibra. “A indústria de papel tissue está enfrentando novas e mais rigorosas demandas dos consumidores. Eles exigem produtos inovadores com propriedades de papel variadas, ao mesmo tempo em que colocam a sustentabilidade no topo das discussões. Isto está incentivando os produtores de papel tissue a serem mais flexíveis, oferecerem diferentes gramaturas e desenvolverem produtos inovadores”, explica Danilo. 

Já o gerente global de serviços para Yankee da Valmet, o sueco Tommy Kallerdahl, falará, no dia 24, sobre o “Revestimento metalizado de cilindro Yankee livre de cromo para a segurança das pessoas e do meio ambiente”. A Valmet desenvolveu o Infinikote-2 Yankee Metallizing para melhorar a segurança do trabalho no processo de revestimento. 

“Vamos explicar os principais objetivos deste produto, que são de remover as preocupações ambientais, garantir segurança associada aos produtos contendo cromo, e aplicar o revestimento com um processo semelhante ao atual, criando uma superfície adequada para a produção de tissue. Além disso, o Infinikote-2 Yankee Metallizing promove mais resistência aos desgastes, prolongando o tempo de vida útil esperado do cilindro”, diz Tommy.

Além das palestras, a Valmet participa da Tissue World com stand onde apresentará as principais máquinas e serviços, como o recém-lançado Valmet Performance Center e soluções em Internet Industrial.

Serviço

3ª Tissue World São Paulo

Painel de discussão –  Fabricação Inteligente e outras transformações: o segmento tissue está pronto para o desafio?

Data: 22/10

Horário: 14h45

Apresentação com o gerente de conceito para tissue estruturado da Valmet, Danilo Marcos

Tema: Revestimento metalizado de cilindro Yankee sem cromo para a segurança das pessoas e do meio ambiente

Data: 23/10

Horário: 18h30

Apresentação com o gerente de operações da Valmet, Tommy Kallerdahl

Tema: Esteja pronto para o amanhã – O futuro pode surpreender você

Data: 24/10

Horário: 15h30

Local do evento: Transamerica Expo Center, hall F – Av. Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, 387, Santo (SP)

Informações: https://www.tissueworld.com/saopaulo

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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