Venda porta a porta chega ao mercado pet

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Nova marca traz sistema de vendas diretas com produtos para animais de estimação

Curitiba vai capitanear uma proposta inédita no Brasil dentro do mercado pet: a criação de um sistema de vendas diretas binível de produtos para cachorros e gatos. A iniciativa é dos empresários Sandra Schuster, Flávio Pigatto e Juliano Cortes que lançam este mês a marca docg. Os três têm larga experiência no mercado de produtos e serviços para animais. Sandra e Flávio são os fundadores da DrogaVET, maior rede de farmácias de manipulação veterinária no Brasil, e Juliano é franqueado DrogaVET há mais de 10 anos.
O projeto une dois grandes setores em crescimento, mesmo num cenário de crise: o mercado pet e o de vendas diretas. A cada mês no Brasil 3.000 novas pessoas aderem ao trabalho de vendas porta a porta. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD), em 2015, já eram 4,6 milhões de profissionais atuantes somando R$ 41,6 bilhões em volumes de negócios. E o setor pet também segue em alta. Em 2016, a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) estima que o mercado pet nacional deve ter chegado a R$ 19 bilhões em faturamento, um crescimento de 5,7% em relação ao ano passado. Isso significa que o setor tem, praticamente, o mesmo peso no Produto Interno Bruto (PIB) que a linha branca (fogões, geladeiras, máquinas de lavar).
Os sócios investiram mais de dois anos na construção do projeto e na contratação de diversas consultorias de renome que resultaram no modelo de negócio e nos produtos com a marca docg. São cosméticos como shampoos, condicionadores, finalizadores, banho seco, creme para patas, perfumes e também uma linha dedicada aos profissionais de beleza e estética animal.
O tamanho e a variedade do catálogo não ficam atrás de outras grandes marcas de cosméticos tradicionais que trabalham com venda porta a porta. Além dos produtos com a marca docg., itens de marcas parceiras como petiscos, alimentos úmidos, acessórios, brinquedos e camas também serão ofertados. “Nossa proposta é melhorar a qualidade de vida dos animais, por isso visamos inovar e ampliar ainda mais a oferta de itens. Futuramente novos produtos, inclusive importados, farão parte do nosso catálogo” comenta Sandra.
E a possibilidade de renda, trabalho autônomo e flexibilidade de horários parece estar atraindo os apaixonados por animais. Na primeira etapa de divulgação de cadastro de potenciais consultores, a docg. superou a expectativa de interessados recebendo mais de 400 inscritos. “Nossa intenção é trabalhar com cerca de 500 consultores até o final do primeiro quadrimestre de atividades”, revela Juliano. Pet shops, serviços de banho e tosa e consultórios veterinários também podem se tornar consultores cadastrando uma equipe em sua rede binível. “Planejamos uma empresa com foco na sustentabilidade e que pudesse promover qualidade de vida também para quem trabalha nela. A partir daí a ideia de criar um sistema de vendas diretas foi natural.  Os consultores podem começar a trabalhar com um pequeno investimento na compra do kit inicial. Com a venda deste primeiro kit já começam a lucrar”, comenta Juliano. “No momento que o país está vivendo, esta será certamente uma opção de renda para quem busca melhorar seu padrão de vida.”
Inicialmente a empresa irá atuar com foco principal na praça de Curitiba e Região Metropolitana e em breve expandirá para novas praças. O projeto da empresa contempla ainda a venda por e-commerce e sistema de franquias.
 
Produtos
Hoje o Brasil possui mais de 132 milhões de animais de estimação, de acordo com dados do IBGE de 2013. Calcula-se que os lares brasileiros possuam mais de 52 milhões de cães e 22 milhões de felinos. Já são mais cachorros em casa do que crianças. Quando iniciaram o projeto de criação da docg., a ideia dos fundadores era desenvolver produtos diferenciados para esses animais. “Nestes 13 anos de experiência com saúde pet identificamos a necessidade de produtos mais adequados ao tipo de pele e pelos dos animais para uso no dia a dia”, comenta Sandra.
Todos os shampoos possuem PH balanceado e contém deoplex, um ativo neutralizador de odores que garante maior durabilidade ao banho. “Assim como as pessoas buscam produtos mais naturais, que agridam menos seus cabelos, os animais também merecem esses benefícios. Por isso, as fórmulas dos shampoos são livres de parabenos, vaselina ou óleos minerais”, revela Sandra.
Segundo a empresária, as fragrâncias dos shampoos e condicionadores são exclusivas e os demais componentes das fórmulas selecionados conforme cada tipo de pelo: pelos longos, curtos, oleosos, com frizz, claros e escuros. Há também a linha para filhotes e o banho seco. Para finalizar o banho, os pets contam ainda com óleo e sprays que proporcionam hidratação, brilho e valorizam a cor da pelagem, e perfumes produzidos com fragrâncias da empresa suíça Firmenich.
Outro destaque na linha de produtos é o creme hidratante para cotovelos e patas formulados com d-pantenol. Cães que costumam caminhar bastante ou de grande porte, que sofrem com o atrito dos cotovelos no chão, são o público prioritário deste produto. “Tínhamos como meta criar produtos de alta qualidade e com diferenciais não encontrados no mercado, respeitando a individualidade de cada animal”, finaliza Sandra.
Mais informações: www.docg.com.br

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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