Voluntariado de hospital SUS de Curitiba completa 15 anos com histórias de resistência e esperança

“Ser voluntário é doar sem olhar a quem.” A frase de Nilza Brenny revela bem o sentimento de pessoas que decidem dedicar um pouco do seu tempo para transformar a vida dos outros. E essa é a essência do trabalho voluntário que ela começou há 15 anos no Hospital Universitário Cajuru (HUC), de atendimento 100% SUS, em Curitiba (PR). “A cada dia que passa, tenho mais certeza da importância de ter essas pessoas dentro de um hospital. Elas fazem a diferença com uma simples história, uma música ou um ombro amigo. A presença delas revigora, desperta o riso e traz esperança diante de momentos difíceis”, declara a coordenadora da pastoral e do voluntariado dos hospitais Universitário Cajuru e Marcelino Champagnat.

No Brasil, pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019, mostra que o trabalho voluntário foi realizado por 6,9 milhões de pessoas. Isso significa que apenas 4,3% da população brasileira pratica alguma atividade voluntária. Com a pandemia de covid-19, a solidariedade ganhou força e se reinventou. Segundo dados da empresa de serviços financeiros Nubank, em 2020 houve um aumento de 295% no número de doações. Especialistas em ação social apontam essa mobilização como um legado da pandemia que deve se expandir nos próximos anos.

Histórias que curam

Há mais de 14 anos, o aposentado Pedro Paulo da Silva, de 65 anos, está presente nos corredores do Hospital Universitário Cajuru. Foi o voluntariado que o fez despertar para o talento de contar histórias que encantam e tocam a alma de quem escuta. “Ser um agente de mudança na vida de alguém, com um sorriso ou um abraço, é o que me estimula a continuar essa transformação que as histórias provocam. Quando chego, encontro pacientes tristes e desanimados. Quando saio, eles estão animados e alegres, como num passe de mágica”, relata o voluntário.

“Nós nos tornamos voluntários quando conseguimos olhar e entender a necessidade do outro”. É o que acredita a aposentada Kelly Katherine Lui Bettio, de 62 anos, que também soma 14 anos de muitas experiências no voluntariado do HUC. A vontade de ajudar nasceu quando viveu de perto a rotina de um hospital, ao cuidar do marido que enfrentou um câncer, e, foi ali, que entendeu a importância do contato humanizado com pacientes e familiares. “Vai além de um simples ato de ajudar. É uma troca de amor, solidariedade, compaixão e carinho. Sinto um prazer inexplicável, porque fazer o bem faz bem”, conta Kelly.

Pedro e Kelly chegaram ao Hospital Universitário Cajuru por meio do mesmo pedido: “Precisamos de anjos da guarda”. O comunicado os sensibilizou para aceitarem o desafio de levar esperança para pacientes que se recuperam de um acidente ou fazem tratamentos. “Saber que é um hospital SUS e com uma grande demanda, foi o que me motivou ainda mais a aceitar o convite”, lembra a voluntária. “Nesses anos, aprendi que somos todos anjos, mas com uma asa só. Para conseguirmos voar, precisamos estar unidos em um único abraço”, explica Pedro.

Abraço à prova de distância. A pandemia de covid-19 empurrou os profissionais da alegria para outros rumos. Foi preciso se reinventar e se adaptar às visitas para que, mesmo distantes, eles continuassem o mais próximo possível de quem precisa. São 309 voluntários que atuam no hospital e fazem parte de grupos diversos. São palhaços, músicos e até mesmo cachorros. Desde o início da pandemia, alguns conseguem se manter presentes por meio da tecnologia, com o auxílio de um robô.

15 anos de humanização 

Dar conforto aos pacientes, com carinho, atenção e palavras de apoio. Esse é o objetivo do voluntariado do Hospital Universitário Cajuru, que completa 15 anos em dezembro. Um mês mágico, em que as comemorações de Natal fazem a solidariedade tomar conta do coração das pessoas. Também, é quando se comemora o Dia Internacional do Voluntariado (05/12). “Final de ano é um período em que se intensifica o desejo de contribuir com o bem-estar do outro. A generosidade acaba sendo multiplicada”, relata Nilza Brenny.

O voluntariado só existe quando há pessoas que se doam todos os dias na realização de atos, algumas vezes simples, mas muito valiosos para pacientes. Mostram que não apenas a ciência e a medicina, mas o amor também podem salvar vidas. Para o médico e diretor-geral do Hospital Universitário Cajuru, as ações voluntárias ajudam a dar suporte emocional e, algumas vezes, até material à infraestrutura. “As parcerias com a sociedade civil e com as ONGs que buscam o bem do paciente são sempre bem-vindas e nos ajudam de várias maneiras”, afirma Juliano Gasparetto. “O hospital é uma instituição feita por pessoas e para pessoas que amam atender ao próximo. É uma troca positiva de energia”.

“Precisamos de anjos”

O retorno das atividades do voluntariado do HUC ainda não tem data marcada, mas já é muito esperado pelos profissionais, pacientes e voluntários. A previsão é que a partir de fevereiro, de acordo com a situação da pandemia, o grupo volte a fazer parte do dia a dia do hospital. Para quem deseja doar parte do seu tempo e se tornar um voluntário, basta agendar uma entrevista por meio do telefone (41) 3271-2990 para que a equipe possa avaliar o candidato e ver qual atividade se encaixa com o perfil e disponibilidade de horários. Os voluntários também participam do projeto “Acolha Novos Voluntários” que ajuda os candidatos a conhecerem as missões e valores do hospital.

Voluntariado é empatia posta em prática e solidariedade em sua forma mais essencial. A chance de aprender com a história do outro tem motivado muitos a decidirem fazer trabalho voluntário. De acordo com o Relatório Mundial da Felicidade de 2019, pesquisas indicam haver forte conexão entre voluntariado e maior satisfação existencial, emoções positivas e redução da depressão. Mais uma prova de que o impacto da própria bondade resulta em níveis mais altos de bem-estar e felicidade.

Já quem não tem disponibilidade e mesmo assim quer contribuir, existem diversas formas de colaborar com o Hospital Universitário Cajuru: boleto bancário, depósito em conta corrente ou por meio da conta de energia elétrica (Copel). Empresas também podem fazer suas doações e deduzi-las até o limite de 2% do seu Lucro Operacional Bruto.  Confira mais informações no site http://www.hospitalcajuru.org.br/doacao/ ou pelo telefone (41) 4042-8374.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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