Por Guilherme Fortunato
Durante boa parte da vida, enxerguei o esporte apenas como lazer, algo que fazia por prazer. Nunca o tinha associado ao mundo dos negócios — e não me refiro a ser diretor de um time de futebol ou algo parecido. Nos últimos anos, passei a extrair aprendizados das práticas esportivas para o trabalho, e isso fez grande diferença.
As modalidades esportivas, coletivas ou individuais, refletem a vida real. Desenvolvem espírito de equipe, capacidade de decisão e maturidade para lidar com erros — que são inevitáveis.
O maior exemplo, para mim, é o tênis, que pratico há pouco mais de quatro anos. Nele, aprendemos que o principal adversário somos nós mesmos. Nossa mente oscila, pressiona, sabota. O tênis exige postura de liderança: você pode contar com uma equipe de apoio, mas, na quadra — assim como no escritório — há decisões que dependem exclusivamente de você. E o tempo para tomá-las é curto: 15 segundos entre um ponto e outro.
O esporte também me ensinou que liderar pode ser solitário. Uma decisão equivocada pode custar um jogo, um emprego ou gerar uma crise com o cliente.
O futebol, por sua vez, reforça o valor do coletivo. A vida não é um filme de protagonista único, mas de conjunto. Nos negócios, ocorre o mesmo: de nada adianta um colaborador performar bem se o restante da equipe não o acompanha. No esporte, nos negócios e na vida, equilíbrio entre as decisões individuais e resultado coletivo é essencial.
E você, que lições o esporte traz para sua trajetória?