Escola municipal de Nuporanga vence prêmio nacional de Educação

A Aprende Brasil Educação divulgou, nesta semana, os vencedores do prêmio AB Criativo, voltado a incentivar boas iniciativas pedagógicas em escolas públicas municipais de todo o Brasil. Os escolhidos foram os projetos “Fora da Gaiola”, de Pato Branco-PR, na categoria Educação Infantil, “Dengue em Foco”, de Nuporanga-SP, na categoria Ensino Fundamental – Anos Iniciais, e “Masterchef: Povos Pré-Colombianos”, de Miraguaí-RS, na categoria Ensino Fundamental – Anos Finais. Na categoria Aluno, a vencedora foi Heloisa Santos Barbosa, de Nuporanga. A estudante e os professores responsáveis por esses projetos ganharam uma viagem a Curitiba para conhecer a cidade e a sede da Aprende Brasil Educação.

Em Nuporanga, estudantes do 5º ano da Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) José Mei Filho estudaram e produziram roteiros de um podcast e um programa jornalístico sobre o Aedes aegypti e a dengue, orientados pelo professor Thiago Ramos. Após fazer entrevistas com especialistas, eles gravaram os dois conteúdos e apresentaram o resultado aos pais, familiares, amigos e aos alunos de uma escola de Educação Infantil. Ambos os programas estão disponíveis no Facebook da Emeb para que possam ser acessados por toda a comunidade. “Esse é o reconhecimento por um trabalho desenvolvido com foco no aprendizado dos alunos, o que mostra que há outras formas de ensinar, aprender e fazer com que os conhecimentos adquiridos na escola possam chegar a outros lugares”, afirma o professor.

Para a coordenadora de Comunicação e Produção/Disseminação de Conhecimento do Instituto Positivo e uma das juradas do Aprende Brasil Criativo, Maria Paula Mansur Mäder, o prêmio conseguiu movimentar educadores e estudantes de todas as regiões do país para a construção de uma educação mais participativa, criativa e inovadora. “A qualidade dos projetos inscritos dificultou muito a escolha dos vencedores, porque eram muitas iniciativas maravilhosas e inovadoras. Ficamos satisfeitos por ver como a Educação pode ser divertida e trazer ótimos resultados”, pontua.

Concurso Nacional

O Aprende Brasil Criativo é uma forma de incentivar que projetos pedagógicos possam se multiplicar na rede pública municipal de Educação de municípios em todo o país. O concurso recebeu inscrições de escolas de todo o Brasil e selecionou os melhores projetos em quatro categorias: Educação Infantil, Ensino Fundamental – Anos Iniciais, Ensino Fundamental – Anos Finais e Estudantes.

Na categoria Educação Infantil, o vencedor foi o projeto “Fora da Gaiola”, do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Menino Deus, de Pato Branco. Nele, as crianças puderam desenvolver um debate em torno da liberdade dos pássaros, partindo daí para uma reflexão mais ampla, sobre respeito ao próximo e à natureza. “Fora da Gaiola” foi idealizado pela professora Bruna Serpa.

Por sua vez, a categoria Ensino Fundamental – Anos Finais teve como vencedor o projeto “Masterchef: Povos Pré-Colombianos”, que incentivou alunos do 7º ano a pesquisar e desenvolver receitas utilizando ingredientes que eram a base da alimentação nos tempos dos Maias, Astecas e Incas. A ideia era entender a influência da cultura e da culinária dos povos Pré-Colombianos na sociedade contemporânea. As responsáveis foram as professoras Marilise Zibetti e Rejane Tossin.

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Sobre o Aprende Brasil

O Sistema de Ensino Aprende Brasil oferece às redes municipais de Educação uma série de recursos, entre eles: avaliações, sistema de monitoramento, ambiente virtual de aprendizagem, assessoria pedagógica e formação continuada aos professores, além de material didático integrado e diferenciado, que contribuem para potencializar o aprendizado dos alunos da Educação Infantil aos anos finais do Ensino Fundamental. Saiba mais em http://sistemaaprendebrasil.com.br/.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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