Especialistas alertam para riscos de ataques bioterroristas

Ao contrário de potências como Rússia, Estados Unidos e Japão, o Brasil não possui laboratórios com a segurança necessária para a manipulação de micro-organismos como Ebola e Varíola, entre outros que podem ser utilizados como armas de destruição em massa. A afirmação é das professoras Leila Teresinha Maranho, coordenadora do Mestrado Profissional em Biotecnologia Industrial da Universidade Positivo (UP), e Susan Grace Karp, coordenadora de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia. De acordo com as especialistas, que ministraram treinamento sobre agentes biológicos para policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), em Curitiba (PR), o Brasil ainda sofre com instalações mal preparadas para atender a surtos, pouca disponibilidade de vacinas para conter micro-organismos e agentes de saúde mal preparados para o atendimento e o fornecimento de informações à população.
Segundo a professora Leila, pode-se entender bioterrorismo como o uso de armas biológicas visando a criar pânico, insegurança, medo e traumas coletivos. Para combater esse tipo de evento, a especialista afirma que é preciso uma série de medidas – entre as principais estão a socialização de informações, a disseminação de conhecimento e a capacitação de todos os profissionais envolvidos em situações de primeira resposta.
Sobre a Universidade Positivo
A Universidade Positivo (UP) concentra, na Educação Superior, a experiência educacional de mais de quatro décadas do Grupo Positivo. A instituição teve origem em 1988 com as Faculdades Positivo, que, dez anos depois, foram transformadas no Centro Universitário Positivo (UnicenP). Em 2008, foi autorizada pelo Ministério da Educação a ser transformada em Universidade. Atualmente, oferece 54 cursos de Graduação (30 cursos de Bacharelado e Licenciatura e 24 Cursos Superiores de Tecnologia), três programas de Doutorado, quatro programas de Mestrado, centenas de programas de Especialização e MBA e dezenas de programas de Extensão. Em Curitiba, a UP conta com três campus: Ecoville, que ocupa uma área de 424,8 mil metros quadrados, Praça Osório, no centro da cidade, e Mercês – Catarina Labouré, este último dedicado ao curso de Enfermagem. Lançou, em 2013, seu programa de Educação à Distância, com dezenas de polos em todo o país. Segundo as avaliações do Ministério da Educação, é considerada uma das dez melhores universidades privadas do Brasil.

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