Manual de sobrevivência do estagiário

20 e tantas coisas que ninguém nunca falou sobre estágio

Pra quem já passou pelo cursinho, pelo estresse dos processos seletivos e agora está na faculdade, as provas não são as únicas preocupações. A prática no mercado é vivida no estágio. Esta nova fase marca o começo da sua trajetória profissional e os passos dados agora podem ajudar a definir boa parte de seu futuro. Suas escolhas e atitudes serão avaliadas pelos recrutadores e, por isso, é bom estar preparado. Confira algumas dicas da analista de Recursos Humanos e responsável pelo programa trainee do Grupo Positivo, Livia Antonelli:
1. O mundo online conta e muito: ao conhecer alguém você certamente vai dar uma conferida no que ela posta nas redes sociais, certo? Pois os avaliadores e recrutadores de empresas farão a mesma coisa. Então a dica aqui é analisar o seu perfil público de um ponto de vista profissional e deixar fotos e comentários “comprometedores” de fora, ou, pelo menos, publicá-los de uma maneira restrita.
2. Onde procurar: na hora de escolher onde fazer estágios, em geral o candidato pode seguir dois caminhos: procurar centrais como o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), por exemplo, ou ficar de olho nos websites das empresas. Em geral, as companhias anunciam vagas de estágio abertas em suas páginas e os candidatos podem se inscrever diretamente. A Associação Brasileira de Estágio (Abre) mantém uma lista atualizada de instituições e centrais que divulgam vagas de estágio em todo o país, vale a pena ficar de olho.
3. Primeiros passos: se você deseja começar logo nos primeiros semestres do curso, pode enfrentar certa dificuldade por não ter experiência. Sim, isso pode ser considerado um contrassenso, mas acontece e é bom estar preparado. O que você pode fazer, enquanto isso, é ganhar experiência e se envolver em outras atividades que vão enriquecer o seu currículo. Participar de empresas júnior, centros acadêmicos e outras iniciativas que o mundo acadêmico oferece são uma ótima pedida para incrementar o currículo e ganhar experiências diferentes.
4. Como escolher? “hoje em dia, pode-se dizer que os papeis estão invertidos e é o candidato que escolhe a empresa e não o contrário”, comenta Livia Antonelli. Por isso, é importante analisar bem as opções e avaliar se seu perfil, a cultura da empresa e o ambiente de trabalho estão alinhados. Para isso, além de estudar o material institucional da empresa, leia notícias já publicadas e procure pessoas que possam lhe dizer como é trabalhar lá. Além disso, existem sites dedicados à essa função como o www.lovemondays.com.br e o www.99jobs.com.br, por exemplo. Lá, funcionários podem falar anonimamente sobre a empresa e trazer insights importantes para os futuros colaboradores.
5. Não é hora de ficar rico: se o estágio dos seus sonhos oferecer uma ótima remuneração, você tirou a sorte grande. Mas o valor pago não deve ser o principal fator para a escolha, pois, caso contrário, você pode ficar refém do “salário” e deixar o aprendizado de lado. Procure uma empresa que te ofereça a chance de colocar na prática o que você está aprendendo no seu curso, seja remunerado ou não.
6. Me chamaram, e agora? Ser chamado para a entrevista é um passo importante, mas o jogo ainda não está ganho. Lembre-se de que sua aparência será levada em conta pelo avaliador, assim como a pontualidade. Muitas vezes, os processos seletivos são realizados em grupos e chegar atrasado coloca o candidato em desvantagem diante dos demais ou pode até eliminá-lo do processo. Com relação ao visual, Livia orienta que não adianta encarnar um personagem e mostrar algo que você não é, mas algumas regras devem ser seguidas. “Maquiagem leve para as moças e cabelo bem cuidado e barba feita para os rapazes é a recomendação básica”, comenta ela. O cuidado que você tem com sua aparência diz muito sobre sua personalidade e nesse momento, tudo será avaliado, explica Lívia.
7. Nervos de aço: durante as primeiras entrevistas, é normal que os candidatos fiquem nervosos e apreensivos e o avaliador sabe muito bem disso. “Não é preciso ficar se desculpando ou se justificando, como muitos alunos fazem”, conta Livia. É papel do recrutador, levar a conversa de uma maneira tranquila e que permita ao candidato mostrar o melhor que ele tem para oferecer, explica ela. Então, respire fundo e pense bem nas respostas e atividades das dinâmicas para fazer bonito.
8. Seja você mesmo: durante a entrevista, nada de respostas prontas. O melhor nesse momento é ser sincero e mostrar que está disposto a aprender e contribuir com a empresa.
9. Não seja um alien: conheça o ambiente onde você vai trabalhar. Analisar como o pessoal costuma se vestir e agir são dicas importantes para se integrar no novo meio.
10. Analise as funções da vaga: a entrevista é um momento para ambas as partes se conhecerem, então fique à vontade para fazer perguntas também. Entender o que a empresa espera de você e quais serão as tarefas desempenhadas é essencial para analisar se essa parceria terá futuro ou não.
11. Contribua com a empresa: após a seleção, lembre-se que além de aprender, você também pode dar sua opinião e levar novidades do mundo acadêmico e coisas típicas da sua geração para a equipe. E boas ideias e contribuições são sempre bem-vindas pelos líderes e gestores. Não tenha medo!
12. Não se limite a fazer o que lhe pedem: explore todas as boas possibilidades de aprendizado. Dê sugestões, peça para tentar fazer coisas novas. De repente você descobre que gosta de outras coisas ou se identifica com uma área diferente na sua profissão. Explore todas as áreas que puder, mesmo as que não lhe agradam em um primeiro momento. Nunca se sabe quais oportunidades se abrirão no futuro e é bom estar preparado para todas.
13. Tenha iniciativa: Se você viu algo que precisa ser feito, não espere. Confirme com o seu superior antes e mãos à obra. Isso demonstra interesse e proatividade, qualidades apreciadas por qualquer gestor.
14. A teoria nem sempre se aplica na prática: o estágio é um laboratório para você aplicar os seus conhecimentos e ver como são as coisas na prática, mas nem sempre esses dois mundos coincidem. Aproveite para ouvir novas opiniões de profissionais do mercado, pois nem toda fórmula dará certo na vida real e os “truques de mercado” não se aprendem em sala de aula.
15. Boletim não substitui resultado: ter um boletim invejável na faculdade não significa que você terá um resultado “nota 10” no seu estágio. Até porque um estagiário não resolve avaliações a fim de mensurar seu sucesso, mas sim prova em seu dia a dia a capacidade de realizar o que lhe foi proposto de maneira efetiva e eficiente.
16. Se espelhe nos melhores: seguir bons exemplos sempre será uma receita de sucesso. Então o melhor é evitar quem não a fim de trabalhar e colar no funcionário mais produtivo e conferir como ele lida com as tarefas e desafios diários.
17. Não tenha vergonha de perguntar: sabe aquela velha história de que “não existe pergunta boba”? Pois bem, no que diz respeito a um estágio, realmente não há perguntas que não devem ser feitas. Pode acreditar, é melhor questionar seus superiores sobre algo que para você possa parecer trivial, do que realizar um deslize por antecipação.
18. Você pode errar: se mesmo perguntando, a tarefa deu errado, não se sinta mal. Todo mundo comete erros nas primeiras tentativas. O importante é se esforçar para fazer o melhor e aprender com os erros para não ser reincidente.
19. Assuma a responsabilidade pelos seus erros: você não é obrigado a saber tudo, mas a maneira como lida com as coisas pode mostrar sua maturidade em relação ao trabalho. Se errou, não adianta jogar a culpa em alguém ou se justificar. Admita o erro, aprenda a lição e cresça com o ocorrido.
20. Não perca tempo nas redes sociais: e, de preferência, não as acesse em período de trabalho – pelo menos no começo. Antes de começar a rolar suas páginas pessoais, preste atenção em como esse comportamento se dá com os outros empregados. E se aparecer um tempo livre, se dedique à leitura qualificada – sites da área, pesquisas e assuntos pertinentes estão à disposição na internet. É só saber buscar.
21. Seja responsável e cumpra prazos: não leve o estágio na brincadeira. As tarefas delegadas à você têm um prazo e uma expectativa, então não decepcione. Além de deixar alguém na mão, sua imagem como profissional ficará comprometida, sem falar no risco de perder a vaga.
22. Enfrente os obstáculos: não desista diante da primeira dificuldade. No mercado de trabalho, muito do que deve ser feito no dia a dia não são coisas divertidas ou interessantes, mas que devem ser feitas mesmo assim e no estágio não é diferente.
23. Nem tudo será novidade: aceite, nem sempre suas tarefas serão desafiadoras. Seus gestores só lhe repassarão novos desafios quando estiver fazendo bem o que já lhe foi proposto. Por isso, esteja preparado para alguns momentos de ociosidade (na dúvida, releia a dica #20).
24. Seja sociável e invista em networking: mostrar seu talento e suas capacidades é essencial, mas o que pode diferenciá-lo é o seu bom humor e o relacionamento com a equipe. Aproveite para conhecer profissionais da área e ser conhecido. Você nunca sabe quando vai precisar de um contato ou de uma indicação, não é mesmo?
25. Explore, não se sinta explorado! Em vez de reclamar da alta carga de trabalho, aproveite para aprender o máximo que puder. Explore setores e projetos diferentes, converse com profissionais de outras áreas e mostre-se disponível. Lembre-se que quanto mais coisas você fizer, mais experiência terá e se a gestão do tempo e das tarefas for o seu forte, melhor ainda.
26. Experimentar faz parte: a última dica deste guia é, na verdade, um conselho. Pode ser que mesmo depois de toda pesquisa, processos seletivos e entrevistas, você e a empresa não deem certo. Os motivos podem ser vários e é parte desse processo, entender e analisar a situação para tirar o melhor proveito dela e não repetir os mesmos erros. Seja por não se adaptar à cultura da companhia ou por outras razões, tenha a certeza de que você fez todas as tentativas que podia antes de desistir da vaga para não se arrepender depois. E claro, essa fase é para experimentar, se conhecer e acumular experiências profissionais e para sua vida pessoal.

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O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. 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