Paternidade ativa: como garantir maior envolvimento e benefícios para os filhos

Passou o tempo em que a figura paterna se limitava à imagem do pai provedor, com autoridade inquestionável e ocupado demais para lidar com as questões ligadas à rotina dos filhos. Nas últimas décadas, a sociedade passou por transformações que alteraram a configuração familiar, atualizando os papéis e as posturas maternas e paternas. Um documento divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) define a paternidade ativa como um comportamento cada vez mais adotado pelos homens, que vai muito além do sustento financeiro; ela significa participar dos cuidados diários, educar, estimular o desenvolvimento e garantir um vínculo afetivo entre pai e filho.

Especialistas apontam que o maior envolvimento dos pais na criação traz enormes benefícios para os filhos. Entre os principais efeitos estão maior autoestima, melhor desempenho escolar e bem estar psicológico e emocional. Para isso, esse envolvimento deve começar o mais cedo possível. A psicóloga educacional do Colégio Positivo, Lianna Calderari, afirma que a postura de pai ativo deve ser adotada desde o início, já na concepção e gestação da criança. “Existe uma tendência de a mãe assumir um papel mais preponderante em relação ao bebê a partir do nascimento. Isso é natural, mas o pai deve se posicionar não apenas para ajudar a mãe nos cuidados, mas, sim, como um participante ativo; caso contrário, ele será sempre um coadjuvante.”

Conforme a psicóloga, essa é uma relação que deve ser construída desde o ventre materno; ela não nasce pronta apenas por conta do laço sanguíneo. “São necessários investimento de tempo, energia e disposição para que isso aconteça de fato. São duas pessoas desconhecidas – pai e filho – que precisam aprender a se conhecer e a se gostar”, explica. Liana alerta para o fato de que alguns pais acabam deixando para estabelecer esse vínculo mais tarde. “Por conta da amamentação e de uma cultura ultrapassada de que alguns cuidados são exclusivos apenas às mães, muitos pais postergam a criação desse vínculo, sem conseguir enxergar que isso pode dificultar o processo mais tarde”, afirma. “Não espere o seu filho ter 6 ou 7 anos para começar a interagir com ele. As crianças, durante a primeira infância, que vai justamente do nascimento até os 6 anos, são como uma esponja, com uma capacidade incrível de absorção do que está à sua volta. Desde muito cedo, elas conseguem entender o que você tem a oferecer. Aproveite isso. Não torne esse período um tempo perdido na relação pai e filho”, aconselha.

O Robério Marcolino Filho, de 36 anos, é pai da Sabrina Santos Marcolino (8 anos) e do Lucas Santos Marcolino (5 anos). Ele conta que, desde a gestação, sempre fez questão de estar muito presente. “Eu acompanhava todas as ecografias, conversava e cantava para meus filhos quando eles ainda estavam na barriga da minha esposa. Fazia questão de dar banho neles desde o nascimento; às vezes, até brigava para que minha esposa me deixasse dar banho sozinho, para termos um momento exclusivo de pai e filho”, conta. Para Robério, quando se trata de criação de filhos, tudo acontece muito rápido e não se pode deixar nada para depois. “Se você adiar, pensando ‘na próxima semana’ ou ‘quando crescer um pouco mais, eu farei tal coisa’ você estará desperdiçando o tempo de vocês dois. O tempo passa e as oportunidades também passam e vão se perdendo”, relata.

Robério acredita que a paternidade ativa deve ser uma escolha consciente por parte do pai. Esse envolvimento íntimo com o filho exige disposição, tempo, paciência. “Você precisa estar ali, de verdade, todos os dias, fazer parte da rotina do filho, sentar no chão com ele para brincar, saber ouvi-lo e mostrar que considera importante o que ele diz, buscar na escola, alimentar, colocar para dormir, exercitar o pedido de desculpas quando é você quem erra, ensinando, dessa forma, o seu filho a também pedir desculpas. Enfim, crie memórias junto com o seu filho. Parece complexo, mas é mais fácil do que se pensa. Às vezes, basta uma simples brincadeira, como criar aviõezinhos de papel”. Por fim, o pai da Sabrina e do Lucas destaca que quanto mais carinho e atenção se dedica, mais carinho e atenção se recebe. “E todas as partes saem ganhando muito com isso”, completa. 

Robério Marcolino Filho e Liana Calderari são convidados do 16.º episódio da temporada “Conexões”, do Posicast, um podcast produzido pelos colégios do Grupo Positivo. O tema deste episódio é “Pai é presença: como exercer uma paternidade ativa e engajada”. Todos os episódios estão disponíveis no YouTube do colégio (https://www.youtube.com/@colegiopositivo).

Sobre o Colégio Positivo

O Colégio Positivo compreende sete unidades na cidade de Curitiba, onde nasceu e desenvolveu o modelo de ensino levado a todo o país e ao exterior. O Colégio Positivo – Júnior, o Colégio Positivo – Jardim Ambiental, o Colégio Positivo – Ângelo Sampaio, o Colégio Positivo – Hauer, o Positivo International School, o Colégio Positivo – Água Verde e o Colégio Positivo – Boa Vista atendem alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio, sempre combinando tecnologia aplicada à educação e professores qualificados, com o compromisso de formar cidadãos conscientes e solidários. Em 2016, o grupo chegou em Santa Catarina – onde hoje fica o Colégio Positivo – Joinville e o Colégio Positivo – Joinville Jr. Em 2017, foi incorporado ao grupo o Colégio Positivo – Londrina. Em 2018, o Positivo chegou a Ponta Grossa (PR), onde hoje está o Colégio Positivo – Master. Em 2019, somaram-se ao Grupo duas unidades da escola Passo Certo, em Cascavel (PR), e o Colégio Semeador, em Foz do Iguaçu (PR). Em 2020, o Colégio Vila Olímpia, em Florianópolis (SC), passou a fazer parte do Grupo. Em 2021, a St. James’ International School, em Londrina (PR), integrou-se ao grupo. Em 2023, o Positivo chega a São Paulo, com a aquisição do Colégio Santo Ivo, e passa a contar com 17 unidades de ensino, em oito cidades, no Sul e Sudeste do Brasil, que atendem, juntas, aproximadamente 18,5 mil alunos desde a Educação Infantil ao Ensino Médio.

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