Pressão alta avança entre jovens e já afeta 114 milhões no mundo

Estudos apontam aumento dos casos de hipertensão impulsionado por mudanças no estilo de vida e novos fatores socioambientais

Nos últimos 20 anos, a quantidade de adolescentes e crianças com hipertensão quase dobrou em todo o mundo. É o que aponta um estudo publicado na revista científica The Lancet Child & Adolescent Health, em novembro de 2025. Pesquisadores estimam que cerca de 114 milhões de jovens no planeta vivem hoje com a doença silenciosa, conhecida por ser silenciosa. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, a pressão alta afeta cerca de 30% da população.

Embora a predisposição genética seja um fator relevante, o cardiologista dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, Gustavo Lenci, afirma que a combinação entre estilo de vida e fatores socioambientais também pode influenciar diretamente no desenvolvimento da doença. “Além dos fatores clássicos, como sedentarismo e obesidade, devemos considerar desde a poluição e o estresse da vida moderna até a alimentação industrializada. A própria falta de segurança no local de moradia, por exemplo, é um fator que contribui para o aumento do estresse”, pontua.

Esse conjunto de aspectos envolvidos no desenvolvimento da hipertensão arterial tem sido foco de novas pesquisas. Um artigo publicado em março de 2026 pelo Centro Universitário Assunção (UNIFAI) sobre “Determinantes socioambientais e hábitos de risco para hipertensão em jovens” aponta que indivíduos na faixa etária de 15 a 29 anos vêm apresentando aumento na antecipação  dos  riscos  cardiovasculares. Diante desse cenário, o estudo defende que “o reconhecimento da pressão alta em  adolescentes  e  adultos  jovens  permite  intervenções  mais  eficazes,  reduzindo complicações futuras e promovendo hábitos de saúde duradouros desde as fases iniciais”.

Quando procurar um médico

Silenciosa, a hipertensão costuma dar sinais apenas quando a condição já pode ser mais grave. Entre eles estão dor de cabeça, tontura, zumbido no ouvido, visão embaçada, fraqueza, sangramento nasal e dor no peito. 

Segundo o cardiologista do Hospital São Marcelino Champagnat, Vinícius Oro Popp, a persistência dos sintomas é um alerta. “A combinação de sinais que não melhoram e se intensificam ao longo do tempo indica a necessidade de avaliação médica. Também há situações que exigem atendimento imediato, como dor de cabeça muito intensa, alterações visuais, confusão mental ou dor no peito. Mesmo sem sintomas, níveis de pressão muito elevados de forma persistente devem ser investigados precocemente”, explica.

O especialista também ressalta que pessoas com histórico familiar ou fatores de risco devem redobrar a atenção. “Mesmo na ausência de sintomas, a medição periódica da pressão é fundamental para o diagnóstico precoce”, reforça.

Prevenção e controle

Mudanças no estilo de vida são fundamentais para o controle da hipertensão. Entre as principais recomendações estão reduzir o consumo de sal, evitar o excesso de álcool, manter uma alimentação equilibrada — rica em frutas e fibras — e praticar atividade física regularmente, além de controlar o peso e evitar o tabagismo. Em alguns casos, o tratamento também inclui o uso de medicamentos. A aferição periódica da pressão arterial, inclusive em consultas de rotina, é uma das formas mais eficazes de identificar alterações precocemente e prevenir complicações.

Sobre o Hospital São Marcelino Champagnat

O Hospital São Marcelino Champagnat faz parte do Grupo Marista e nasceu com o compromisso de atender seus pacientes de forma completa e com princípios médicos de qualidade e segurança. É referência em procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade. Nas especialidades destacam-se: cardiologia, neurocirurgia, ortopedia, cirurgia robótica e cirurgia geral e bariátrica, além de serviços diferenciados de check-up. Planejado para atender a todos os quesitos internacionais de qualidade assistencial, é o único do Paraná certificado pela Joint Commission International (JCI).

Sobre o Hospital Universitário Cajuru

O Hospital Universitário Cajuru é uma instituição filantrópica com atendimento 100% SUS e com a certificação de qualidade da Organização Nacional de Acreditação (ONA) nível 3. Está orientado pelos princípios éticos, cristãos e valores do Grupo Marista. Vinculado às escolas de Medicina e Ciências da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), preza pelo atendimento humanizado, com destaque para procedimentos cirúrgicos, transplante renal, urgência, emergência, traumas e atendimento de retaguarda a Pronto Atendimentos e UPAs de Curitiba e cidades da Região Metropolitana.

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Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. 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