Professores de colégio em parque tecnológico passam por capacitação finlandesa

Curso da Universidade de Helsinki tem 360 horas de duração; colégio inicia atividades em fevereiro de 2025

Os professores do Colégio Donaduzzi, localizado no Parque Tecnológico do Oeste do Paraná — Biopark, estão passando por uma capacitação da Universidade de Helsinki, na Finlândia. A instituição iniciará as aulas para turmas do sétimo ano do Ensino Fundamental ao terceiro ano do Ensino Médio em fevereiro de 2025, adotando o modelo PBL (Problem Based Learning), uma metodologia ativa de ensino baseada em problemas que vem transformando a forma de estudar, focada na personalização do ensino. 

“Nós tivemos bastante cuidado na seleção dos professores, porque acreditamos que eles são um pilar fundamental para o sucesso do colégio. Criamos uma banca com especialistas em educação, que analisou currículos, realizou entrevistas e assistiu a uma aula simulada de cada um dos docentes”, conta o vice-presidente do Biopark Educação, Paulo Rocha. “Escolhemos professores que demonstraram conhecer bem o conteúdo e ministraram aulas com uma abordagem moderna e individualizada”, enfatiza.

O curso Star Lessons, da Universidade de Helsinki, tem 360 horas de duração e é realizado  com toda a equipe. Nele, os participantes desenvolvem propostas a partir das orientações recebidas e refletem coletivamente sobre elas, criando o modelo que será utilizado na própria instituição. “A educação finlandesa é conhecida por sua abordagem única, frequentemente vista como um modelo de promoção da equidade e da qualidade. Nossos professores são altamente qualificados, com foco no aprendizado em vez de avaliações, além de currículo e aprendizado baseados em competências”, explica o CEO da HY+, Kimmo Kärpijoki. 

Especialização

O foco do curso de capacitação está nas práticas de sala de aula, ou seja, em todas as ações que o professor realiza junto aos alunos, desde a apresentação do conteúdo e o método de trabalho até as diferentes formas de acompanhar a aprendizagem, dar feedback e motivá-los a continuar estudando. “Estamos trabalhando com o modelo de sala de aula invertida, em que os docentes recebem uma unidade de microaprendizagem por semana, acompanhada de uma proposta prática”, explica a diretora da BvStaa Tecnologia e Educação, Betina von Staa. “Essa proposta deve ser entregue e discutida tanto nos momentos presenciais com o professor quanto de forma remota, para aprofundar a discussão”, complementa.

Os momentos presenciais envolvem atividades colaborativas, resolução de dúvidas e aprofundamento das questões propostas pelo Star Lessons. Além do conteúdo formal do curso, os professores têm acesso a vídeos extras que apresentam exemplos de aulas ministradas por docentes e alunos finlandeses, bem como contribuições de professores brasileiros de diversas regiões e níveis de ensino que estudaram na Finlândia e aplicam essas estratégias didáticas com suas turmas no Brasil.

Sobre o Biopark

O Biopark está localizado em Toledo, região Oeste do Paraná, em uma área de mais 5 milhões de m². Com o foco no desenvolvimento regional por meio da educação, da pesquisa e da geração de negócios, o Biopark já conta com mais de duas mil pessoas circulando diariamente em seu território. Atualmente, mais de 180 empresas já atuam no local, gerando empregos e progresso. Três instituições federais de ensino estão instaladas no Biopark, a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e o Instituto Federal do Paraná (IFPR). Em 30 anos, o Biopark deve receber mais de 500 empresas, ofertar 30 mil postos de trabalho e ter população de 75 mil moradores.

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Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. 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