Projeto que leva ciência a crianças e jovens do interior do Paraná ganha novos laboratórios

Espaços abordam temas como microbiologia, astrofísica, programação e empreendedorismo; em 2024, 450 estudantes participaram da iniciativa

Programação, microbiologia, gastronomia, empreendedorismo, teatro e práticas esportivas. Esses são alguns dos temas explorados nos novos laboratórios que permitem que centenas de crianças e jovens mergulhem no universo da ciência e descubram novos caminhos para o futuro. Eles fazem parte do Clube de Ciências, do Biopark Educação, localizado no Parque Tecnológico do Oeste do Paraná — Biopark, que foi ampliado com novas salas de laboratório e passou a se chamar Academia Donaduzzi. O projeto, voltado para crianças e adolescentes de 4 a 17 anos, ocorre no contraturno escolar, em Toledo. Criado em 2018, o projeto tem como objetivo despertar o interesse dos estudantes pelo conhecimento científico. 

O coordenador da Academia Donaduzzi, Gustavo Klein, destaca que neste ano, a meta é superar mais de mil matrículas. Para atrair ainda mais interessados, o Biopark Educação investiu na construção de novos laboratórios e na ampliação da oferta para 60 módulos distintos. “Aguçar a curiosidade e estimular o gosto pela descoberta são alguns dos propósitos da Academia. Temos muitas histórias de alunos com altas habilidades que se desenvolveram aqui, e queremos ampliar esse impacto”, explica. 

Encantamento e curiosidade aguçada

Atualmente, crianças a partir de 4 anos podem ser matriculadas na Academia Donaduzzi. As aulas podem ser realizadas de uma a cinco vezes por semana, sempre no contraturno escolar. Por meio de brincadeiras, contação de histórias, teatro, música e jogos, os estudantes exploram a natureza e o mundo ao seu redor, desenvolvendo coordenação motora e raciocínio lógico de forma lúdica e contextualizada. Para essas atividades, os professores contam com o suporte dos Laboratórios de Descobertas, onde são trabalhados conteúdos de lógica, artes, linguagens e robótica. 

Já os alunos com 10 anos ou mais, podem montar o seu horário de acordo com as suas aptidões e interesses, escolhendo dentre os mais de 60 módulos ofertados. Com a possibilidade de frequentar a Academia Donaduzzi no contraturno da escola regular em 1, 2 ou até 5 dias na semana, escolhendo três módulos diferentes para participar em cada dia.

A missão da Academia Donaduzzi, idealizada por Luiz e Carmen Donaduzzi, é despertar o interesse dos jovens pela ciência e incentivar a formação de futuros pesquisadores. “A Academia desmistifica a ideia de que a ciência é algo difícil ou distante. Os alunos que participam dessa experiência percebem impactos muito positivos em seu desenvolvimento pessoal e profissional”, afirma o idealizador do projeto, Luiz Donaduzzi. 

Aprendizado por meio da experiência

Os espaços da Academia são também compartilhados no contraturno escolar com as turmas do recém inaugurado Colégio Donaduzzi. Cada um escolhe as áreas de interesse e laboratórios específicos onde querem aprender. Com mais de 300 estudantes, a nova instituição chegou com a proposta de oferecer educação de excelência a todo ensino básico. Neste ano, iniciou as atividades atendendo estudantes do 7º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio. O Colégio nasce com o objetivo de proporcionar um ambiente de aprendizado que une tecnologia, corpo docente altamente qualificado e infraestrutura moderna, voltados para a formação integral dos estudantes. 

Por meio de trilhas de aprendizagem personalizadas e mentorias individualizadas, a instituição surge como uma referência no desenvolvimento de crianças e adolescentes em Toledo (PR). A grade curricular trabalhada aborda temas como empreendedorismo, gestão financeira e astronomia, dentro de matérias tradicionais de matemática, geografia, história e física, por exemplo. O Colégio também se diferencia pelo incentivo às competências socioemocionais, à formação científica e à preparação para os desafios do futuro, garantindo que os alunos tenham as melhores oportunidades para seu crescimento acadêmico e profissional. 

“Nós desenvolvemos aqui uma metodologia personalizada, respeitando a capacidade de cada aluno. Pegamos as melhores experiências disponíveis no mundo e adaptamos à nossa realidade”, conta Luiz.

Sobre o Biopark

O Biopark está localizado em Toledo, região Oeste do Paraná, em uma área de mais 5 milhões de m². Com o foco no desenvolvimento regional por meio da educação, da pesquisa e da geração de negócios, o Biopark já conta com mais de duas mil pessoas circulando diariamente em seu território. Atualmente, mais de 180 empresas já atuam no local, gerando empregos e progresso. Três instituições federais de ensino estão instaladas no Biopark, a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e o Instituto Federal do Paraná (IFPR). Em 30 anos, o Biopark deve receber mais de 500 empresas, ofertar 30 mil postos de trabalho e ter população de 75 mil moradores.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. 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