Projeto Sucuriú: Valmet segue cronograma e inicia montagem eletromecânica

Com cerca de 70% das obras civis concluídas, multinacional finlandesa projeta avanço significativo na montagem das ilhas de processo até o fim de 2026

O setor de papel e celulose acompanha de perto a evolução do Projeto Sucuriú, da Arauco, no qual a Valmet completa seu primeiro ano de execução, o qual foi iniciado em 11 de fevereiro de 2025 com os trabalhos de estaqueamento. Em construção em Inocência, Mato Grosso do Sul, trata-se da maior fábrica de celulose do mundo construída em etapa única. Neste primeiro ano de projeto, a Valmet consolidou sua robustez executiva com avanço físico acima do cronograma original, fornecendo equipamentos e sistemas de operação das ilhas de processo da fábrica. O desempenho reforça a previsão do CAPEX de US$ 4,6 bilhões e mantém o planejamento para a partida da fábrica no segundo semestre de 2027.

Nas obras que são de responsabilidade da Valmet, a empresa atingiu cerca de 70% de progresso na construção civil com mais de 3,5 milhões de horas executadas. O foco agora se desloca para a montagem eletromecânica. “A consolidação da infraestrutura civil e as entregas antecipadas são um sinal claro da nossa disciplina executiva. Estamos transformando um projeto de alta complexidade em uma realidade operacional dentro de um cronograma rigoroso”, destaca o vice-presidente de projetos da Valmet, Francisco Gervasoni.

Engenharia de recordes: materialização do projeto em números

A evolução da Valmet dentro do Projeto Sucuriú entre 2025 e o início de 2026 é traduzida por uma logística de precisão e por números que impressionam. No coração da planta, a Caldeira de Recuperação conta com o balão de vapor que chegou da China e já está em Inocência: um equipamento de 300 toneladas, 32 metros de comprimento e 2,6 metros de diâmetro, projetado para operar a 337°C. No canteiro, a montagem de outros equipamentos é sustentada por um guindaste com capacidade para 750 toneladas, que viabilizou, por exemplo, o içamento do Feedwater Tank, estrutura de 52 metros de comprimento — equivalente a meio campo de futebol.

A Caldeira de Recuperação, que teve início de sua montagem antes do prazo previamente definido, já somou mais de 3.000 toneladas de aço em sua estrutura. O equipamento utilizará a tecnologia BFB — Bubbling Fluidized Bed — da Valmet, solução de alta performance que viabiliza a produção de energia e vapor por meio da queima eficiente de biomassa e resíduos. Esse processo é fundamental para garantir a eficiência energética da planta, pois promove a redução de emissões atmosféricas e a eliminação de gases não condensáveis gerados na produção de celulose, reforçando o compromisso da empresa com a sustentabilidade.

Na Linha de Fibras, a verticalização é o marco visual mais expressivo. Os digestores ultrapassarão 64 metros de altura — o equivalente a um edifício de 20 andares, enquanto os vasos de pré-impregnação (chamados ImpBins) atingirão quase 45 metros.

A área de Secagem também segue em andamento dentro do cronograma. A cobertura do prédio vai proteger uma área de cerca de 30 mil m². Internamente, a operação contará com mais de 25 mil blow boxes, cujo transporte exigirá uma frota de 480 carretas. Para a movimentação interna, a ponte rolante instalada possui capacidade para içar 75 toneladas.

A sala elétrica do Manuseio de Madeiras será uma estrutura multinível. Este espaço estratégico concentrará equipamentos vitais para a operação, incluindo transformadores, painéis de comando, equipamentos de automação e a sala de controle de onde serão operadas as seis linhas de picagem de madeira. A construção foi iniciada em setembro de 2025 com a colocação do primeiro pilar e no total serão utilizados 500 m³ de concreto para toda a estrutura.  

No Manuseio de Madeiras, a capacidade de picagem atingirá 3.000 m³ de cavacos por hora, processados por peneiras com capacidade para 1.200 toneladas por hora, além de picadores de biomassa de 35 toneladas cada.

A unidade fabril será interligada pelo Sistema de Controle Distribuído — DCS — da Valmet que processará 60 mil sinais de interface por meio de 1.004 núcleos de processamento, consolidando o Projeto Sucuriú como o ativo mais digitalizado da história da indústria global de celulose.

Mobilização humana e tecnológica marca 2026

Em 2026, o Projeto Sucuriú entra em sua fase mais desafiadora, quando a escala industrial se encontra com a gestão de pessoas em larga dimensão. O cronograma prevê um salto na força de trabalho: o contingente da Valmet no canteiro de obras passará de 4.000 para 8.000 pessoas até setembro, exigindo a mobilização de até 600 profissionais por mês. 

O segundo semestre  ainda será marcado pelo início das montagens finas. Após a conclusão da caldeiraria pesada e o içamento do balão da caldeira, as equipes iniciarão a instalação de redes de tubulação, suportes, válvulas e instrumentação. A meta estabelecida pela Valmet é encerrar 2026 com progresso positivo na montagem eletromecânica, assegurando que o comissionamento e os testes de automação comecem dentro do cronograma previsto.

“O Projeto Sucuriú encontra-se em plena execução, avançando conforme o cronograma contratual e os marcos técnicos estabelecidos. Estamos implementando soluções tecnológicas de última geração, alinhadas às melhores práticas globais e apoiadas por uma equipe altamente qualificada de profissionais brasileiros e escandinavos, todos com sólida experiência na concepção, no dimensionamento e na construção de complexos industriais de grande escala para produção de celulose. O projeto foi estruturado desde a fase inicial com soluções técnicas comprovadas, forte governança, planejamento integrado e gestão de riscos. Isso nos permite afirmar com segurança que o Projeto Sucuriú será entregue dentro do prazo e com elevados padrões de desempenho, segurança e eficiência operacional”, conclui o diretor de Celulose, Energia e Circularidade da Valmet na América Latina, Fernando Scucuglia.

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