Simpósio sobre investimento de impacto em conservação da natureza é foco de debates

[foogallery id=”7817″]
 
Durante o IX Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, tema “Negócios de Impacto” será amplamente discutido

Um assunto que vem ganhando relevância nacional no meio dos negócios será amplamente discutido durante o IX Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC), que começará na próxima terça-feira (31), em Florianópolis (SC). O tema “Investimento de Impacto em Conservação da Natureza” será destaque em um dos Simpósios do evento e contará com a participação de palestrantes nacionais e internacionais.
Os chamados Negócios de Impacto – iniciativas financeiramente sustentáveis e que também geram benefícios sociais e ambientais – têm ganhado força no Brasil, predominantemente na área social, mas também buscam espaço no campo da conservação da natureza. Com esse objetivo, o Simpósio de Negócios de Impacto será realizado como forma de apresentar o tema para o público que ainda não possui familiaridade com o assunto. “O próprio tema geral do CBUC, ‘Futuros possíveis: economia e natureza’, traz a relação com economia. Com isso, entendemos que negócios também podem gerar conservação da natureza, a qual não deve contar apenas com recursos de caráter filantrópico, mas também com investimentos. E essa é uma das nossas principais crenças para construir um evento como esse”, destaca o Coordenador de Negócios e Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário, Guilherme Karam.
O Simpósio trará discussões nos três dias de evento. No primeiro (31/07), será apresentado um panorama global sobre investimento de impacto e finanças de conservação. Neste momento, os três palestrantes convidados apresentarão uma lógica conceitual do tema e como ele vem sendo abordado em outros países – onde a prática é bem consolidada -, mostrando modelos internacionais. Neste dia estarão participando Célia Cruz, do Instituto Cidadania Empresarial (ICE); Agustin Silvani, presidente de Finanças de Conservação na Conservation International (CI); e Jason Clay, vice-presidente sênior para mercados e alimentos do World Wide Fund for Nature (WWF). Cada um terá 30 minutos de apresentação, seguidos de uma conversa com o público.
O segundo dia (1º/08) reservará espaço para mostrar as perspectivas dos investidores, momento no qual os quatro participantes, com experiência na área de investimentos de impacto, trarão seu olhar sobre o assunto. O tempo reservado para cada palestrante será de 20 minutos, seguidos de um espaço aberto para perguntas. Luís Fernando Laranja, diretor da Kaeté Investimentos; Fábio Olmos, diretor da Permian Brasil Serviços Ambientais e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza; Gustavo Pimentel, diretor da Sitawi; e Guilherme Karam serão os palestrantes.
Por fim, no último dia (2/8), acontecerá uma mesa redonda entre investidores e investidos, trazendo a experiência real entre quem investiu e quem recebeu recursos para a viabilização de negócios de impacto na conservação da natureza – indicando os caminhos para o avanço de modelos de negócios como estes no Brasil. As duplas Edmond Baruque, diretor-presidente da Tobasa Bioindustrial de Babaçu S/A, e Luis Fernando Laranja, diretor da Kaete Investimento; George Braile, fundador da  Juçaí – Açaí da Mata Atlântica, e Oscar Graça Couto, investidor-anjo; e Laurent Micol, diretor de Investimentos e Governança da Pecuária Sustentável da Amazônia (PECSA), e Juan Carlos Gonzalez Aybar, diretor da Althelia Funds para a América Latina, irão falar sobre cada modelo de negócio e como foram construídas as histórias desde o início do investimento.
Neste dia também será apresentado o projeto Araucária +, desenvolvido há mais de cinco anos pela Fundação Grupo Boticário e pela Fundação Certi, e que tem como foco a conservação da Floresta da Araucária, bastante ameaçada no sul do Brasil, por meio de negócios inovadores. Participam da apresentação um representante de cada uma das Fundações, um produtor rural e o empreendedor que está à frente da iniciativa.
Sobre o IX CBUC
O IX Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC), realizado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, periodicamente desde 1997, é um dos mais importantes fóruns da América Latina sobre áreas protegidas, seus desafios e sua importância para a sociedade. Neste ano, em sua nona edição, o evento acontece em Florianópolis (SC), entre 31 de julho a 2 de agosto de 2018. Além do Simpósio de Negócios, haverá outros dois simultâneos, um sobre conservação dos oceanos e outro sobre ecoturismo em áreas protegidas.
Paralelamente ao CBUC e aos Simpósios, há uma extensa programação aberta e gratuita,  possibilitando aos congressistas e À população de Florianópolis ter contato com iniciativas e projetos inovadores.
A programação do IX CBUC está disponível no site www.fundacaogrupoboticario.org.br/cbuc.
Sobre a Fundação Grupo Boticário
A Fundação Grupo Boticário é fruto da inspiração de Miguel Krigsner, fundador de O Boticário e atual presidente do Conselho de Administração do Grupo Boticário. A instituição foi criada em 1990, dois anos antes da Rio-92 ou Cúpula da Terra, evento que foi um marco para a conservação ambiental mundial. A Fundação Grupo Boticário apoia ações de conservação da natureza em todo o Brasil, totalizando mais de 1.500 iniciativas apoiadas financeiramente. Protege 11 mil hectares de Mata Atlântica e Cerrado, por meio da criação e manutenção de duas reservas naturais. Atua para que a conservação da biodiversidade seja priorizada nos negócios e nas políticas públicas, além de contribuir para que a natureza sirva de inspiração ou seja parte da solução para diversos problemas da sociedade. Também promove ações de mobilização, sensibilização e comunicação inovadoras, que aproximam a natureza do cotidiano das pessoas.

Share:

Latest posts

Ganhador-poupanca-cianorte - -Jhon-Marlon-Feltrin-Prodentes - -eletricista-industrial (1)
Sicredi já distribuiu mais de R$ 3 milhões em prêmios para estimular o hábito de poupar
LORD-KRONY
Hard Rock Cafe Curitiba recebe espetáculo em homenagem a Freddie Mercury e o Queen
Bem-estar (1)
Bem-estar emocional como foco no ambiente de trabalho: mudanças na NR-1 colocam a saúde mental como pilar essencial nas estratégias corporativas

Sign up for our newsletter

Acompanhe nossas redes

related articles

Ganhador-poupanca-cianorte - -Jhon-Marlon-Feltrin-Prodentes - -eletricista-industrial (1)
Sicredi já distribuiu mais de R$ 3 milhões em prêmios para estimular o hábito de poupar
Mais de 400 associados já foram contemplados em 2026 na campanha Poupança Premiada, que segue até dezembro...
Saiba mais >
LORD-KRONY
Hard Rock Cafe Curitiba recebe espetáculo em homenagem a Freddie Mercury e o Queen
Freddie-Verso, apresentado por Lord Krony, reúne clássicos da banda em noite dedicada ao legado do cantor O...
Saiba mais >
Bem-estar (1)
Bem-estar emocional como foco no ambiente de trabalho: mudanças na NR-1 colocam a saúde mental como pilar essencial nas estratégias corporativas
Modelo cooperativista se destaca pelo pioneirismo em ações voltadas ao bem-estar emocional dos colaboradores O...
Saiba mais >
*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
ARTIGO: Mentalidade AI First: cinco skills fundamentais para os gestores de RH desenvolverem ainda este ano
*por Juliana Maria – head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em...
Saiba mais >