Super Summit Sicredi reúne mil pessoas para debater lideranças plurais

Com o objetivo de reunir e compartilhar as experiências dos integrantes dos Comitês Jovem e Mulher, o Sicredi realizou nos dias 17 e 18 de abril o Super Summit. O encontro promovido pela Central Sicredi PR/SP/RJ reuniu cerca de 1,2 mil líderes nas instituições financeiras cooperativas dos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. A iniciativa é voltada aos integrantes dos Comitês Jovem e Mulher, movimentos que têm contribuído para o fortalecimento de uma governança mais diversa, especialmente com a presença de lideranças femininas e das novas gerações no dia a dia das cooperativas de crédito e investimento.

O Super Summit foi aberto com um show de dança em alusão à força das águas – celebrando a grande foz do Rio Iguaçu. Em seguida, aconteceu o desfile das bandeiras dos 14 países representados no evento, carregadas por jovens que participam do Programa A União Faz a Vida (PUFV) – principal iniciativa  de responsabilidade social do Sicredi – e as falas do presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Dasenbrock, e do presidente da Sicredi Vanguarda PR/SP/RJ, Aldo Dagostim. Além deles, a chair do WOCCU (Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito), Diana Dykstra, também discursou sobre a força das cooperativas brasileiras.

Logo na abertura, um dos momentos mais emocionantes do encontro: um vídeo em homenagem a Adriana Conceição Barros Mêes, uma mulher apaixonada pela vida e pela cooperação, que faleceu em 2021 em decorrência de complicações causadas pela Covid-19. Todos os participantes receberam um livro com a biografia da executiva, que trabalhava na Sicredi Fronteiras PR/SC/SP, mas que inspirou muita gente em seus 51 anos de vida.

A primeira palestra do dia foi da CEO do WOCCU e presidente da Fundação WOCCU (Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito), Elissa McCarter LaBorde, que falou sobre a força da cooperação e do “dom” do setor ao reunir milhões de pessoas de diferentes culturas em prol de um bem comum: ajudar ao próximo. A executiva também abordou a energia do Brasil e do quanto o País representa no cenário global do cooperativismo de crédito. “Vocês, mulheres e jovens, inspiram pessoas de todo o mundo com suas iniciativas e projetos realizados, a partir dos Comitês Jovem e Mulher. E essa força pode fazer algo sobre muitos dos desafios sufocantes e desigualdades que enfrentamos no mundo”, destacou.

Após a explanação de Elissa, a representante do Sicredi na Sister Society da Rede Global de Mulheres Líderes (GWLN), Gisele Gomes, debateu com a CEO do WOCCU os principais desafios das mulheres no mundo corporativo – principalmente o de conciliar as atividades profissionais com as pessoas, como buscar as crianças na escola, honrar os compromissos familiares, manter uma vida social ativa. “Sou casada, tenho três filhos e digo que é quase impossível alcançar um ‘work life balance‘ perfeito. Tento fazer o meu melhor para equilibrar tudo isso e ainda conseguir me exercitar, cuidar da mente e alcançar bons resultados. Isso só é possível com muita dedicação e disciplina, mas, ao mesmo tempo, sabendo que não somos perfeitos e que devemos aproveitar as oportunidades do hoje, pois o tempo passa muito rápido”, argumentou.

Também no primeiro dia de evento, aconteceu a palestra de encerramento no palco principal, na Sala Grande Foz, com o especialista em inovação Arthur Igreja. Para ele, as pessoas não vão perder sua importância com a chegada de novas tecnologias, com a inteligência artificial. “O atendimento presencial ainda é essencial, por mais soluções inovadoras que surjam”, alertou. O especialista trouxe inúmeros exemplos de uso da tecnologia atrelada ao fator humano, reforçando a importância das experiências. “Seria o mesmo que as pessoas aqui do evento participassem de forma on-line com uso de óculos virtual. Não seria a mesma coisa. Nenhuma tecnologia vai substituir o presencial”, ressaltou Arthur, que completou: “O ChatGPT, por exemplo, pode ser utilizado para dar subsídio para atender um cliente, com dados atualizados sobre investimentos. Mas não vai resolver o problema de ponta a ponta.

Na abertura do segundo dia, foi realizada mais uma apresentação de dança tendo a água como cenário. “Sentimos a energia positiva dos participantes e ajudamos a inspirar as mulheres e jovens presentes ao Super Summit. É um sentimento de missão cumprida”, disse Manfred Dasenbrock, representante brasileiro no WOCCU.

O empreendedor social Daniel Paixão, que pelo projeto Fruto de Favela representa a juventude brasileira na ONU, abriu sua palestra com um cordel – manifestação da cultura popular brasileira que teve origem no Nordeste, sua terra natal. A iniciativa encabeçada por ele impacta milhares de crianças e jovens, abrindo oportunidades de geração de renda. “Por meio do Fruto de Favela afastamos essas jóias das drogas e da criminalidade. Estamos criando novos líderes e ajudando a mudar o mundo, assim como faz o cooperativismo”, destacou.

A empreendedora Sandra Chemin fez a palestra de encerramento do Super Summit Sicredi compartilhando sua experiência de atravessar o mundo e estabelecer residência na Nova Zelândia. Durante a expedição pelo mar, ela criou suas filhas e aprendeu a empreender em rede – o que rendeu o livro “Better Work Together“. Para ela, trabalhar em equipe é sempre melhor: “o que o Sicredi faz é exatamente o que acredito. Porque o poder da cooperação, da colaboração do fazer juntos é o que pode mudar o mundo. E essas mudanças não vão parar de acontecer”.

ESPAÇOS TEMÁTICOS

Além do ambiente central do evento, o Super Summit convidou os participantes a uma experiência imersiva pelas forças da natureza, inspirando um movimento de liderança baseado na diversidade e na sustentabilidade. Foram criadas quatro áreas temáticas, entre elas o Espaço Energia, dedicado ao empreendedorismo jovem e feminino e que teve como convidados diversos profissionais de destaque, como a co-fundadora e diretora-executiva da Aliança Empreendedora, Lina Useche, e o co-fundador da Escola de Criatividade, Jean Sigel.

O Espaço Vida foi palco de discussões sobre o cuidado com o meio ambiente e teve a participação da idealizadora da plataforma de educação ambiental Menos 1 Lixo e defensora da ONU Meio Ambiente pela campanha Mares Limpos, Fê Cortez. Já o Espaço Diversidade fez referência à variedade de espécies e à exuberância da Mata Atlântica, e teve como tema a inclusão, diversidade e equidade. E, para fomentar a discussão sobre etarismo e gênero no espaço, os participantes puderam assistir à palestra da comunicadora e escritora, Cris Pàz.

No Espaço Caminhos, o tema principal foi a governança com a participação de lideranças como a diretora do Programa Global Women’s Leadership Network (GWLN), do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito, Eleni Giakoumopoulos, e do diretor-executivo da Central Sicredi PR/SP/RJ, Maroan Tohmé. Também participaram dos momentos de reflexão e conhecimento o diretor do Programa de jovens (WYCUP) do WOCCU, Thomas Belekevich, a embaixadora do Rede Global de Mulheres Líderes (GWLN) no Brasil, Gisele Gomes, e a secretária executiva da Central Sicredi PR/SP/RJ, Suzane Almeida, além de representantes das cooperativas, que compartilharam seus cases de sucesso.

 

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 6,5 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 2.400 agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando mais de 300 produtos e serviços financeiros.

Site do Sicredi: www.sicredi.com.br

Redes Sociais: Facebook |Instagram | Twitter | LinkedIn | YouTube

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Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. 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