10 fatos históricos que podem cair nos vestibulares de 2017

O ano de 2017 será repleto de datas históricas importantes, como os 100 anos da Revolução Russa e os 80 anos do Estado Novo. Esses temas muitas vezes são lembrados nas provas de vestibular de todo o País. De acordo com o professor de história do Curso Positivo, Daniel Medeiros, “os acontecimentos que fazem ‘aniversário’ em 2017 têm potencial para inspirar questões não só de história, mas também nas disciplinas de literatura, geografia e até física”. Com a ajuda do professor, listamos os 10 fatos que todo vestibulando precisa saber, quais seus principais pontos e como podem ser abordados. Confira:

  1.     500 anos da Reforma Protestante

A Reforma Protestante foi um movimento de cunho religioso que ocorreu em 1517, com a publicação das 95 teses de Martinho Lutero. O ato marcava a insatisfação com posicionamentos da Igreja Católica, principalmente a venda de indulgências. O movimento teve apoio da burguesia, que era mal vista pela Igreja por acumular riquezas. As principais características do protestantismo foram a crença exclusiva na Bíblia e a condenação do culto à imagens. Esse fato pode ser cobrado em perguntas específicas na disciplina de história, abordando o contexto histórico e motivações políticas e econômicas, bem como seu viés filosófico, com ênfase no renascentismo.

 2.     200 anos da Revolução Pernambucana 

A Revolução Pernambucana aconteceu em 1817 e foi um movimento social de caráter emancipacionista ocorrido no estado de Pernambuco, no período colonial brasileiro. As principais motivações da revolta foram a crise econômica que afetava a população, agravada pelos altos impostos cobrados pela família real portuguesa, e os ideais iluministas que estimulavam a população a procurar “liberdade, igualdade e fraternidade”. Seu objetivo fundamental era a independência do Brasil em relação a Portugal. Essa revolução pode fazer parte de questões relacionadas à história brasileira.

 3.     100 anos da Revolução Russa

A Revolução Russa foi uma série de fatores políticos, com movimentos contra a monarquia czarista, que teve seu início em fevereiro de 1917 e resultou na queda do czar e tomada do poder pelos soviéticos. Ela foi dividida em dois momentos: A Revolução de Fevereiro, quando foi instaurado o governo provisório de Kerensky, e a Revolução de Outubro, quando o partido bolchevique, liderado por Vladimir Lênin, estabeleceu o socialismo na Rússia e formou a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). A URSS durou até 1991. Esse movimento pode ser cobrado em perguntas específicas na disciplina de história, abordando o contexto histórico e motivações políticas; os países participantes da URSS podem ser mencionados em Geografia; e o assunto também pode ser utilizado como tema de redação.

4.     80 anos do Estado Novo

Em 10 de novembro de 1937, Getúlio Vargas decretou o Estado Novo no Brasil. O Estado Novo foi um golpe de Estado que estabeleceu um sistema de governo ditatorial, com a justificativa da iminência de um golpe comunista. Getúlio, com o apoio das Forças Armadas, tomou todo o poder governamental para si e impôs uma nova constituição, baseada em premissas fascistas. O Estado Novo teve fim em 1945, com a vitória dos aliados na Segunda Guerra Mundial e deposição de Vargas pelos militares. Informações sobre o Estado Novo podem ser cobradas em perguntas específicas na disciplina de história, abordando o contexto histórico e motivações políticas do acontecimento; e também como tema de redação.

 5.     70 anos do início da Guerra Fria

A Guerra Fria foi um período de intensa disputa de poder entre os EUA capitalista e a URSS socialista. Foi nomeada “fria” porque não houve conflitos reais, pelo medo das consequências de uma guerra nuclear, uma vez que os dois lados possuíam bombas atômicas. Seu início foi marcado pelo discurso em que o presidente americano Harry S. Truman, no dia 12 de março de 1947, afirmou que os países capitalistas deveriam se defender da ameaça socialista. O período de tensão foi essencial para o desenvolvimento tecnológico e armamentista, além da corrida espacial, que será comentada no próximo fato. A Guerra Fria é amplamente abordada em provas de vestibulares e pode estar presente nas provas de história, geografia e física, com menções às bombas nucleares.

 6.     60 anos da corrida espacial com o Sputnik

No dia 4 de outubro de 1957, a União Soviética colocou em órbita o primeiro satélite da Terra: o Sputnik. O lançamento do pequeno instrumento marcou o início da corrida espacial disputada entre EUA e URSS, que tentavam se superar durante a Guerra Fria. A disputa resultou em diversas novas informações sobre a órbita terrestre e culminou na criação da NASA e, mais adiante, na chegada do homem à lua. Esse fato pode ser abordado na disciplina de história; na disciplina de geografia, com ênfase nas camadas ou órbitas terrestres; e na disciplina de física, abordando temas como gravidade e vácuo.

7.     50 anos da Constituição do Regime Militar

Em 1967 foi instituída a sexta constituição do Brasil, elaborada pelos militares que estavam no poder. A carta com a constituição oficializou o Golpe Militar de 1964 e continha os chamados Atos Institucionais, que determinavam a concentração do poder no executivo, a extinção dos partidos políticos, entre outras coisas. A Constituição do Regime Militar esteve em vigor até 1988, quando foi instituída a Constituição Federal atual. O aniversário de 50 anos da Constituição do Regime Militar pode ser cobrada em perguntas específicas na disciplina de história, abordando o contexto político; e ser discutido mais aprofundadamente em questões específicas para o curso de Direito.

8.     30 anos do início da Perestroika de Gorbachev

A Perestroika foi uma reestruturação política e econômica, criada pela URSS, que tinha como objetivo a reorganização da sociedade soviética. Mikhail Gorbachev, então Secretário-geral do Comité Central do Partido Comunista da URSS, apresentou as propostas de mudanças em 1987, com a intenção de resolver a crise pela qual a União passava. Porém, o plano foi incapaz de conter a degradação do sistema soviético, culminando em seu fim, em 1991. O tema pode ser lembrado em questões relacionadas à disciplina de história.

9.     30 anos da morte de Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade foi um poeta e escritor brasileiro, participante do movimento modernista mineiro, porém, com características muito individuais. Drummond foi, por décadas, o poeta mais influente da literatura brasileira. O autor morreu em 1987, com problemas cardíacos. Poemas do escritor caem com frequência em vestibulares, principalmente nas áreas de literatura.

10.  10 anos da renúncia de Renan Calheiros

Em 2007, o senador Renan Calheiros renunciou à cadeira de presidente do Senado Federal para escapar da cassação. Na ocasião, Renan era acusado de usar ‘laranjas’ para comprar um grupo de comunicação em Alagoas. O tema pode ser lembrado nos vestibulares principalmente pela atual situação política do país e por Renan Calheiros ser o atual presidente do Senado.

Sobre o Curso Positivo

Fundado em 1972, o Curso Positivo nasceu de um sonho de um grupo de jovens professores, apaixonados pela profissão, que se uniram por um ideal: criar um curso pré-vestibular diferente, que acompanhasse os estudantes até os dias que antecediam o vestibular – algo pioneiro no Brasil, no início da década de 70. Desde então, o Curso Positivo se estabeleceu como uma instituição de destaque, registrando, historicamente, o maior índice de aprovação nos vestibulares mais concorridos das mais importantes faculdades e universidades do Paraná, bem como excelentes resultados nos exames das principais instituições de Ensino Superior do Brasil. O Curso Positivo conta com duas sedes em Curitiba (PR) e uma em Joinville (SC) e dispõe de uma equipe de professores com grande experiência, material didático de alta qualidade para a melhor preparação e um inovador sistema de aulas dinâmicas totalmente focado na aprovação dos vestibulandos. O Curso Positivo utiliza o Sistema Positivo de Ensino, da Editora Positivo, que fornece sistemas de ensino de vanguarda para escolas públicas e particulares, atingindo atualmente mais de 2 milhões de alunos no Brasil e no Japão.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. 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