Biopark reúne especialistas para debater inovação e segurança dos alimentos

3ª edição do Alimentos do Futuro reúne pesquisadores do Brasil e do exterior no Biopark para discutir o avanço das pesquisas sobre microorganismos contaminantes de alimentos, os novos riscos dos microplásticos na dieta humana e os ingredientes alimentares mais inovadores

Nos dias 27 e 28 de abril, o auditório da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que fica dentro do Biopark, será palco da 3ª edição do evento Alimentos do Futuro. O fórum técnico internacional reúne pesquisadores estrangeiros e brasileiros para discutir as fronteiras da microbiologia, inovações em proteínas alternativas e estratégias para garantir a sanidade na cadeia produtiva global.

Programação científica 

O primeiro dia (27) será dedicado aos investimentos e à biotecnologia. O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, e o diretor de PDI do Biopark, Tiago Mendes, abrem os debates focando no papel dos parques tecnológicos como motores de inovação. No período da tarde, o destaque será a carne cultivada, com a doutora em Tecnologia de Alimentos Renata Macedo (PUC-PR), e o controle de biofilmes industriais, com a doutora em Microbiologia Alessandra Salimena.

“O encontro foi desenhado para conectar a academia à indústria. Queremos antecipar pautas que impactarão diretamente o mercado e a saúde pública nos próximos anos”, afirma Alberto Gonçalves Evangelista, coordenador técnico do evento.

Contaminantes e saúde global

No segundo dia (28), ocorrerá um debate sobre os “inimigos invisíveis” dos alimentos. O Dr. Andreja Rajkovic, professor catedrático (Full Professor) na área de Segurança Alimentar e Microbiologia da Ghent University (Bélgica), detalhará os perigos da “Plastisfera” — modo em que microplásticos podem transportar patógenos para água e alimentos. Já Marthe de Boevre, doutora em Ciências Farmacêuticas pela mesma instituição, abordará o risco carcinogênico das micotoxinas na saúde humana e animal.

Outro destaque será a resistência da Salmonella, tema da palestra da professora Valentina Trinetta (Kansas State University), doutora em Ciência e Tecnologia de Alimentos pela Universidade de Milão, que apresentará métodos avançados de controle na produção de rações. O encerramento contará com debates sobre resíduos de antibióticos e sanidade animal, reforçando o conceito de Saúde Única (One Health), com apresentação dos professores Ricardo Yamatogi e Luiz Augusto Nero, ambos da Universidade Federal de Viçosa, doutores em Medicina Veterinária com foco em microbiologia e patógenos.

O Alimentos do Futuro é realizado pelo Biopark Educação, NAPI Alimentos Saudáveis e UFPR, com apoio da Fundação Araucária e da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná.

Sobre o Biopark

Nomeado pela Anprotec como o melhor hub de inovação do Brasil, o Biopark está localizado em Toledo, região Oeste do Paraná, em uma área de mais 5 milhões de m². Com o foco no desenvolvimento regional por meio da educação, da pesquisa e da geração de negócios, o Biopark já conta com mais de três mil pessoas circulando diariamente em seu território. Atualmente, mais de 130 empresas já atuam no local, gerando empregos e progresso. Três instituições federais de ensino estão instaladas no Biopark (UFPR, UTFPR e IFPR, além da Faculdade e do Colégio Donaduzzi. Em 30 anos, o Biopark deve receber mais de 500 empresas, ofertar 30 mil postos de trabalho e ter população de 75 mil moradores.

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Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. 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