Cidade mais inteligente do Brasil, Curitiba fica na vice-liderança no ranking de atração de startups pelo 3.º ano consecutivo

Com grande volume de novos negócios com potencial exponencial e ambiente favorável, capital paranaense é considerada uma das cidades mais propícias para expansão de empresas

A cidade de Curitiba tem sido amplamente reconhecida por seu potencial empreendedor, tecnológico e inovador. Diversos prêmios e rankings atestam sua excelência nesses campos. Para citar alguns, em 2021, por exemplo, a capital paranaense foi eleita pela segunda vez a cidade mais inteligente da América Latina no Prêmio Latam Smart City Awards. No ano seguinte, em 2022, conquistou o título de cidade mais inteligente do Brasil no Ranking Connected Smart Cities, que mapeia e analisa dados de municípios brasileiros com mais de 50 mil habitantes, destacando os mais desenvolvidos e conectados do país. Em 2023, Curitiba já reúne alguns feitos: pelo 5.º ano consecutivo, integra a lista das 21 comunidades mais inteligentes do mundo pelo Intelligent Community Forum (ICF) e sendo considerada a segunda melhor cidade do Brasil para startups de acordo com o relatório Startup Ecosystem Index Report 2023. 

Esse status inovador e promissor não é por acaso. Com iniciativas pioneiras, como o Vale do Pinhão, um programa de inovação criado pela Prefeitura de Curitiba em parceria com universidades, aceleradoras, incubadoras, centros de pesquisa e desenvolvimento e startups. Além disso, o Marco Legal das Startups e do Empreendedorismo Inovador, juntamente com a Lei de Inovação n.º 20.541/21, têm impulsionado o desenvolvimento tecnológico, o fomento aos novos negócios e o aumento da competitividade. 

Essas iniciativas públicas e privadas têm resultado no surgimento e crescimento de diversas startups promissoras, tanto no cenário nacional quanto internacional. Segundo dados do Sebrae Paraná, Curitiba contava com mais de 400 startups no ano passado. Ainda, a cidade é citada no relatório Startup Ecosystem Index Report 2023 como berço de unicórnios na Região Sul do país, reunindo startups avaliadas em US$ 1 bilhão. Dentre as empresas mais conhecidas que apostaram na cidade para iniciar seus negócios estão o Ebanx, MadeiraMadeira e Olist. 

Um ambiente fértil: conheça algumas startups que escolheram Curitiba para expandir

Lançado em 2018 no Espírito Santo (ES), o aplicativo V1 é uma plataforma de mobilidade urbana que possui como essência a tecnologia e inovação. Considerada uma das iniciativas mais exclusivas do ecossistema de inovação do Brasil, o V1 faz parte do Grupo Águia Branca, um dos maiores players do setor de transportes do país, com operações no Brasil e no Mercosul. A plataforma atua em locação e gestão de frotas, translado de pessoas e mobilidade urbana por app. O V1 está presente em todo o Brasil com o serviço de assinatura de carros 100% digital. Especificamente no Paraná e Espírito Santo também possui o serviço de aluguel de carros on-line

“Quando iniciamos nosso plano de expansão do negócio, Curitiba foi a primeira cidade em que estudamos atuar. Pelo seu DNA inovador, por ser referência mundial em smart city e ter um espírito empreendedor e criativo, a capital paranaense era a opção mais propícia e inteligente para o V1. É uma cidade propulsora de novos negócios, que movimenta a economia e contribui para a geração de novos empregos. Inauguramos o V1 no fim de 2021 e conquistamos faturamento recorde em 2022, com R$ 100 milhões, montante 62% superior ao de 2021. Em relação à frota, houve um crescimento de 20% no mesmo período”, explica o diretor de Negócios do V1, Leonardo Balestrassi. 

A capital paranaense também atraiu uma empresa polonesa que escolheu o município para dar sequência ao seu processo de expansão pela América Latina. É o caso da Doctoralia, plataforma líder em agendamento de consultas e atuante em 13 países. A plataforma de saúde iniciou as vendas no Brasil em 2012, remotamente. Ao perceber o potencial de expansão comercial no território, a empresa iniciou suas operações locais em maio de 2017. “A escolha por Curitiba se deu devido ao seu forte ecossistema de inovação, além de ser mundialmente reconhecida como uma smart city, além do incentivo do programa Tecnoparque, do qual já participamos há três anos, que é uma das iniciativas da prefeitura que estimula empresas a inovarem por meio da tecnologia. A Doctoralia contribui para a  transformação digital da cidade e do país, empregando centenas de pessoas, melhorando e humanizando a experiência em saúde”, detalha o CEO da Doctoralia Brasil, Peru e Chile e Feegow Clinic, Cadu Lopes. 

O Tecnoparque é um incentivo  criado pela Prefeitura de Curitiba com o objetivo de reduzir a alíquota do Imposto sobre Serviços (ISS) de 5% para 2% para empresas que atendam às exigências legais e tenham seus Projetos de Pesquisa e Inovação (PPI) aprovados pelo Comitê de Fomento (COFOM) do programa. Sob a gestão da Agência Curitiba de Desenvolvimento, o programa visa fomentar o desenvolvimento de empresas de base tecnológica, instituições de ciência e tecnologia e difundir a cultura de conhecimento e inovação. O benefício impacta não somente as empresas amparadas, mas também a economia de toda a cidade, gerando inovação, empregos e tecnologia. 

Atualmente, com sede em Curitiba, a empresa conta com 650 colaboradores distribuídos em 14 estados brasileiros. “O propósito da Doctoralia é diminuir o tempo da dor das pessoas e revolucionar o atendimento médico no mundo. A empresa conhece as necessidades do paciente 5.0 – aquele que usa a internet para tudo – e sabe que ninguém mais tem tempo a perder. Temos 21 milhões de usuários únicos por mês acessando a plataforma para encontrar médicos e outros serviços de saúde, agendar consultas sem burocracia, tirar dúvidas diretamente com especialistas e ter seu histórico de saúde na palma das mãos, de forma ágil, 100% segura e gratuita, 24 horas por dia”, finaliza Cadu. 

Sobre o V1

O V1 é uma plataforma de mobilidade urbana que atua no aluguel e assinatura de carros de forma 100% digital, para uso pessoal e empresarial.  Oferece soluções em gestão de frotas terceirizadas para empresas, fleet service, traslado de pessoas e outras demandas personalizadas. Considerado um dos maiores players do setor no país, o V1 faz parte do Grupo Águia Branca e atua nas cidades de Vitória (ES) e Curitiba (PR). O app está disponível na Apple Store e Google Play.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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