Mundial do Queijo: Paraná apresenta queijos com tecnologia multissensorial e reforça protagonismo nacional

Ecossistema de inovação leva 23 queijos para competição e aposta no bicampeonato do Melhor Queijeiro do Brasil, com tecnologia que estampa e cria “movimento” dentro do queijo

Entre os dias 16 e 19 de abril, o 4º Mundial do Queijo do Brasil transformará a capital paulista no epicentro da cultura queijeira. O Biopark, ecossistema de inovação de Toledo (PR), marca presença ao lado das queijarias que integram o Projeto de Queijos Finos, iniciativa que beneficia produtores da região Oeste do estado. Nesta edição, serão apresentados 23 queijos produzidos por meio de uma série de tecnologias desenvolvidas em laboratório que prometem desafiar os sentidos dos jurados e do público.

Para a competição de queijos, uma das grandes apostas é o Abapuru, desenvolvido pelo Biopark e produzido pela Flor da Terra, queijaria modelo do ecossistema. O produto é uma releitura moderna de técnicas tradicionais adaptadas para o público consumidor brasileiro, utilizando madeiras aromáticas nativas durante o processo de maturação. O resultado é um queijo extremamente cremoso, rico em sabores complexos, visando uma experiência sensorial ainda mais impactante e menos tradicional no nosso país, a peça inteira do queijo pode ser forneada e seu interior consumido derretido. O Abapuru atinge seu ápice de sabor ainda jovem, apresentando notas sutis e elegantes que rompem com o padrão de maturações pesadas da tecnologia original.

 Identidade nacional e o acordo Mercosul-UE

A participação do Biopark ocorre em um momento estratégico para o agronegócio nacional. Com o avanço do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, o Brasil se prepara para um novo cenário de propriedade intelectual. Devido à exigência europeia de proteção a centenas de Indicações Geográficas (IGs), nomes históricos como Roquefort, Taleggio, Pecorino Romano e o Feta passarão a ser de uso exclusivo de suas regiões de origem. 

Após um período de adequação, os produtores brasileiros estarão proibidos de utilizar expressões como “tipo”, “estilo” ou “método”, além de não poderem estampar, em seus rótulos, bandeiras ou elementos que remetam à cultura europeia. Esse cenário força o setor a buscar uma identidade visual e nominal genuinamente nacional.

“Não estamos perdendo nomes clássicos, estamos ganhando o orgulho de batizar nossos próprios ‘filhos’. O clima tropical, nossas bactérias nativas e nossa flora são o que trazem personalidade única aos nossos queijos. É hora de o mundo conhecer o que é legitimamente brasileiro”, afirma Kennidy de Bortoli, queijeiro e pesquisador do Laboratório de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Queijos Finos (PDI) do Biopark. 

O melhor queijeiro

Um dos momentos mais aguardados é o concurso de Melhor Queijeiro, que o Biopark já faturou na edição anterior e, agora, espera repetir o feito. Neste ano, Kennidy de Bortolli une forças com as pesquisadoras Isabelli Maria Passos de Oliveira e Nayara Leontino Scherpinki. O trio leva à arena tecnologias desenvolvidas do zero, incluindo um queijo tricolor, que utiliza uma técnica de coloração inovadora para simular movimento. 

Para a competição, a equipe desenvolveu três queijos inspirados na Via Láctea, criando uma imersão sensorial completa. O primeiro queijo é inspirado em um planeta e traz inicialmente um impacto visual (a técnica de coloração foi desenvolvida para dar a sensação de movimento), passando por uma sensação gelada que se expande na massa e que, por fim, revela um sabor complexo. O segundo queijo simula uma rocha espacial e tem formato e aparência irregulares e minerais. As técnicas usadas trazem notas minerais e pimenta, que provocam uma sensação que remete ao calor da entrada de um corpo celeste na atmosfera terrestre. Já o terceiro queijo trabalha o conceito de um buraco negro, usando tecnologia de casca lavada e simulando, visualmente, o que ocorre nesse evento astronômico, garantindo um espetáculo quando o queijo é derretido.

Além das criações inspiradas no espaço, a equipe também resgatou técnicas historicamente utilizadas na conservação de queijos durante longos trajetos de transporte e comercialização, como exportações. A proposta foi aproximar as raízes tradicionais mineiras das tecnologias desenvolvidas no Paraná, atendendo ao desafio de criar e maturar, em solo paranaense, uma releitura de produtos tradicionais daquela região. Os especialistas utilizaram cerveja artesanal da região para possibilitar o transporte, garantindo a conservação e dando sabor às peças.

Reconhecimento e prêmios

O projeto de Queijos Finos do Biopark tornou-se uma referência nacional e internacional na produção de queijos artesanais de alto valor agregado. A iniciativa combina tecnologia, capacitação e inovação para apoiar pequenos e médios produtores da região Oeste do Paraná, gerando impactos econômicos e sociais consistentes. Atualmente 29 famílias integram o projeto, sendo dez agroindústrias familiares participantes ativas e 19 em estágio de implementação.

Os queijos desenvolvidos no Biopark vêm conquistando reconhecimento internacional, como o Passionata, eleito o melhor da América Latina e um dos nove melhores do mundo no World Cheese Awards 2024, em Portugal.  Outras especialidades também acumulam medalhas em competições nacionais e internacionais. Em apenas seis anos de projeto, já são 72 medalhas conquistadas, 85 queijos desenvolvidos.

Neste ano, o Biopark e o Governo do Paraná anunciaram parceria estratégica para transformar a bacia leiteira paranaense. Com um investimento de R$ 3,8 milhões, o Projeto Queijos Finos será expandido do Oeste do Estado para as mesorregiões Sudoeste, Centro-Oriental, Norte-Pioneiro e Metropolitana de Curitiba, levando tecnologia de ponta para consolidar o Estado entre os principais polos de queijos finos da América Latina.

Sobre o Biopark

Nomeado pela Anprotec como o melhor hub de inovação do Brasil, o Biopark está localizado em Toledo, região Oeste do Paraná, em uma área de mais 5 milhões de m². Com o foco no desenvolvimento regional por meio da educação, da pesquisa e da geração de negócios, o Biopark já conta com mais de três mil pessoas circulando diariamente em seu território. Atualmente, mais de 130 empresas já atuam no local, gerando empregos e progresso. Três instituições federais de ensino estão instaladas no Biopark (UFPR, UTFPR e IFPR, além da Faculdade e do Colégio Donaduzzi. Em 30 anos, o Biopark deve receber mais de 500 empresas, ofertar 30 mil postos de trabalho e ter população de 75 mil moradores.

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Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. 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