Paraná garante bicampeonato de Melhor Queijeiro e pódio no Mundial do Queijo 2026

Projeto de Queijos Finos do Biopark garante também medalhas com os queijos Passionata e Abapuru, atingindo 76 prêmios em sete anos

O Paraná reafirmou sua excelência técnica na 4ª edição do Mundial do Queijo do Brasil, realizado em São Paulo. Em uma disputa que reuniu os maiores talentos da alta queijaria no país, o Biopark, ecossistema de inovação de Toledo (PR), celebrou a conquista do bicampeonato do título de “Melhor Queijeiro do Brasil”, além de mais quatro medalhas. O feito, alcançado pelos pesquisadores Kennidy de Bortoli, Isabelli Maria Passos de Oliveira e Nayara Leontino Scherpinki, consolida o estado como um importante centro de competência queijeira do país.

A equipe apresentou três queijos com temática espacial, em uma performance marcada pela criatividade e múltiplas técnicas da ciência de alimentos. O primeiro, inspirado em um planeta, trouxe técnica inovadora de coloração que simula movimento e sensação térmica gelada na massa. O segundo, com formato irregular de meteoro, explorou notas minerais e de pimenta, simulando o calor da entrada na atmosfera. O terceiro, baseado no conceito do buraco negro, utilizou tecnologia de casca lavada com impacto visual e sensorial único no momento do derretimento. Além dos três queijos, a equipe vencedora também teve o desafio de criar e maturar, em solo paranaense, uma releitura de queijos tradicionais. 

“Mais do que defender um título ou conquistar medalhas, nosso objetivo é ir além do sabor e criar uma experiência completa. Desenvolvemos queijos que estimulam diferentes sentidos, com variações de textura, temperatura e impacto visual. Quando o consumidor se surpreende em cada etapa da degustação, o produto deixa de ser apenas um alimento e passa a contar uma história”, afirma o queijeiro e pesquisador do Laboratório de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) em Queijos Finos do Biopark, Kennidy de Bortoli. 

Desempenho de elite

Nesta edição, o Biopark competiu com cerca de dois mil queijos, vindos de mais de 30 países. Entre os destaques, o Passionata — que conta com tecnologia do Projeto de Queijos Finos do Biopark, é produzido pela Queijaria Flor da Terra e foi eleito um dos nove melhores queijos do mundo no World Cheese Awards 2024, em Portugal —  foi escolhido como 3º melhor queijo do Mundial do Brasil na categoria Campeão dos Campeões; o Abaporu (Flor da Terra) conquistou o SuperOuro; o Deleite (Flor da Terra) levou a prata; e o Granatoo (Queijaria Ludwig) ficou com o bronze. 

Com os novos prêmios, o Projeto de Queijos Finos do Biopark atinge a marca de 76 medalhas acumuladas em apenas sete anos de trajetória, consolidando o modelo de transferência de tecnologia para os produtores da região Oeste e de todo o Paraná.

Impacto social e expansão Estadual

O impacto vai além das competições. O modelo desenvolvido no Biopark utiliza o rigor metodológico para que famílias rurais possam fabricar produtos de alto valor agregado — queijos que podem atingir até três vezes o preço de venda de um queijo comum.

Com um investimento de R$ 3,8 milhões em parceria com o Governo do Estado, o projeto, que atualmente tem como escopo de atuação o Oeste do Paraná, obteve aprovação para expansão para as regiões Sudoeste, Norte-Pioneiro, Centro-Oriental e Metropolitana de Curitiba. O objetivo é consolidar o Paraná, segundo maior produtor de leite do país, como um dos principais polos de queijos finos da América Latina.

Saiba mais sobre os queijos premiados 

Passionata (Queijaria Flor da Terra): maturado com utilização de infusão de maracujá, é um queijo sofisticado que equilibra acidez, frescor e cremosidade. Feito com uma ousada combinação de flores comestíveis e sementes de maracujá, foi eleito entre os 10 melhores queijos do mundo (9º melhor mundo), segundo a competição World Cheese Awards 2024.

Abaporu (Queijaria Flor da Terra): releitura moderna de técnicas tradicionais adaptadas para o público consumidor brasileiro, utilizando madeiras aromáticas nativas durante o processo de maturação. O resultado é um queijo extremamente cremoso, rico em sabores complexos, visando uma experiência sensorial ainda mais impactante e menos tradicional no nosso país, a peça inteira do queijo pode ser forneada e seu interior consumido  derretido.

Deleite (Queijaria Flor da Terra): especialmente maturado para obter um perfil de sabor complexo e frutado, tem notas de avelã, é equilibrado, versátil, desenvolvido para agradar a diferentes perfis de consumidores.

Granatoo (Queijaria Ludwig): com mais de 6 meses de maturação, tem sabor intenso, textura quebradiça e sabor picante/salgado, inspirado em queijos duros italianos.

Sobre o Biopark

Nomeado pela Anprotec como o melhor hub de inovação do Brasil, o Biopark está localizado em Toledo, região Oeste do Paraná, em uma área de mais 5 milhões de m². Com o foco no desenvolvimento regional por meio da educação, da pesquisa e da geração de negócios, o Biopark já conta com mais de três mil pessoas circulando diariamente em seu território. Atualmente, mais de 130 empresas já atuam no local, gerando empregos e progresso. Três instituições federais de ensino estão instaladas no Biopark (UFPR, UTFPR e IFPR, além da Faculdade e do Colégio Donaduzzi. Em 30 anos, o Biopark deve receber mais de 500 empresas, ofertar 30 mil postos de trabalho e ter população de 75 mil moradores.

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Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. 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