Paraná investe R$ 3,8 milhões para levar produção de queijos premiados a quatro novas regiões do Estado

O Projeto Queijos Finos será expandido do Oeste do Estado para as mesorregiões Sudoeste, Centro-Oriental, Norte-Pioneiro e Metropolitana de Curitiba, levando tecnologia de ponta para consolidar o Estado como o principal polo de queijos finos da América Latina

O Biopark e o Governo do Paraná anunciaram nesta terça-feira (10), durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel, uma parceria estratégica para transformar a bacia leiteira paranaense. Com um investimento de R$ 3,8 milhões, o Projeto Queijos Finos será expandido do Oeste do Estado para as mesorregiões Sudoeste, Centro-Oriental, Norte-Pioneiro e Metropolitana de Curitiba, levando tecnologia de ponta para consolidar o Estado como o principal polo de queijos finos da América Latina.

O evento contou com a presença do governador em exercício, Darci Piana; do secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona; do secretário de Estado da Fazenda, Norberto Ortigara; do secretário de Estado da Justiça e Cidadania, Waldemar Bernardo Jorge; do diretor-presidente da Coopavel, Dilvo Grolli; do diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa; do diretor-superintendente do Sebrae/PR, Vitor Tioqueta; do presidente do Iguassu Valley, Victor Donaduzzi; de Tiago Antônio de Oliveira Mendes, diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Biopark; além de outras autoridades e representantes da família fundadora do Biopark.

O Projeto Queijos Finos do Biopark, que atualmente se concentra no Oeste do Paraná e já rendeu 72 medalhas nacionais e internacionais ao Paraná, deixa de ser um projeto regional para se tornar uma política de desenvolvimento estadual. O objetivo é oferecer biotecnologia, treinamento e suporte técnico gratuito para que pequenos e médios produtores agreguem valor ao leite e conquistem novos mercados.

“O nosso governo sempre tem defendido a realização de parcerias, pois não fazemos nada sozinhos, e isso envolve sociedade, empresários e todos os parceiros. Isso engrandece o Estado e faz com que a nossa produção cresça. Esse projeto, que começou no Biopark, conta agora com investimento do Governo do Estado para fortalecer a produção de queijo em todo o Paraná”, destacou Piana.

“Recebemos do governador Ratinho Júnior e do governador em exercício Darci Piana a missão de colocar a ciência e a tecnologia a serviço da sociedade paranaense. E este é um bom exemplo disso. O projeto do Biopark é transformador e revolucionário, pois disponibiliza tecnologia aos pequenos produtores rurais, sem custo nenhum, permitindo desenvolvimento da propriedade como um todo e agregando renda. E esta parceria com o Governo do Paraná replica o modelo do Oeste para o estado inteiro”, ressaltou Bona.

Biotecnologia a favor da Agricultura Familiar

Diferentemente das produções artesanais convencionais, o modelo desenvolvido no Biopark utiliza o rigor científico para garantir qualidade, padrão e escala. O método permite que famílias rurais fabriquem queijos de maior valor agregado – ou seja, que pode chegar a três vezes o valor de venda de um queijo tipo colonial.

“Nosso objetivo é democratizar o acesso à biotecnologia de ponta, permitindo que a agricultura familiar agregue valor à sua produção com reconhecimento internacional. Não estamos apenas oferecendo treinamento; estamos realizando uma transferência de tecnologia e garantindo suporte técnico contínuo para que o produtor rural consolide sua autonomia em quatro novas regiões do Estado”, afirmou o vice-presidente do Biopark, Paulo Rocha.

Como vai funcionar a expansão

O projeto é coordenado pela Diretoria de PDI, do Biopark, com liderança do pesquisador Kennidy de Bortoli, eleito o melhor queijeiro do Brasil em 2024, e conta com uma coalizão técnica formada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), universidades federais e estaduais. O cronograma nas novas regiões seguirá etapas rigorosas:

Treinamentos iniciais: cursos teóricos e práticos para produtores interessados.

Consultoria personalizada: seleção de 8 a 40 queijarias por região para atendimento direto na propriedade.

Doação de tecnologia (IP): transferência gratuita de até cinco protocolos de fabricação de queijos finos validados pelo mercado.

Suporte laboratorial: acompanhamento por três anos com análises gratuitas de água, leite e produto final em laboratórios de excelência.

“Em um cenário global cada vez mais competitivo, a agregação de valor e a qualificação técnica são os únicos caminhos para garantir a sustentabilidade financeira do pequeno produtor. O projeto de queijos finos transforma o Paraná em referência internacional e qualifica nossa produção para além das fronteiras. Para o IDR-PR, expandir essa parceria para novas regiões significa fortalecer o DNA produtivo do Estado com inovação e rentabilidade real para as famílias do campo”, comentou o presidente do IDR-PR, Natalino Avance de Souza. 

Empreendedorismo

O impacto social da iniciativa é visível na trajetória de Gelir Maria Giombelli, da Queijaria Vila Belli. Aos 59 anos, ela transformou sua pequena propriedade no interior do Paraná em um negócio premiado. Com o suporte do Biopark, Gelir deixou a dependência da venda do leite in natura para produzir 600 kg de queijo artesanal por mês.

Premiada pelo Sebrae em 2024, Gelir simboliza a virada de chave do campo: a profissionalização garantindo a independência financeira e a sucessão familiar. “O projeto conecta o conhecimento técnico à inovação. Ver queijos artesanais ocupando espaços globais mostra o potencial da nossa gente”, destaca o programa. 

Vitrine no Show Rural

No Barracão da Agricultura Familiar, os visitantes podem degustar e conhecer a história de queijarias como a Flor da Terra, a queijaria modelo do Biopark, e a Vila Belli. O espaço demonstra como a ciência aplicada transformou o leite paranaense em um produto de excelência capaz de competir com as melhores escolas queijeiras da Europa.

Durante o evento, será lançado o queijo tipo Abondance, da produtora Elis Carla Colombi, da queijaria Produtos Elis, integrante do projeto Queijos Finos do Biopark. Inspirado nos queijos montanheses suíços, de massa semidura e sabor equilibrado, apresenta predominância do umami, característica associada à sensação de querer consumir mais.

O Biopark, eleito como o melhor hub de inovação do Brasil pela Anprotec, está presente no maior evento de tecnologia e inovação da América Latina, com um estande dentro do Show Rural Digital, apresentando todo seu leque de soluções em educação, empreendedorismo e pesquisa.

Sobre o Biopark

Nomeado pela Anprotec como o melhor hub de inovação do Brasil, o Biopark está localizado em Toledo, região Oeste do Paraná, em uma área de mais 5 milhões de m². Com o foco no desenvolvimento regional por meio da educação, da pesquisa e da geração de negócios, o Biopark já conta com mais de três mil pessoas circulando diariamente em seu território. Atualmente, mais de 130 empresas já atuam no local, gerando empregos e progresso. Três instituições federais de ensino estão instaladas no Biopark (UFPR, UTFPR e IFPR, além da Faculdade Biopark e do Colégio Donaduzzi. Em 30 anos, o Biopark deve receber mais de 500 empresas, ofertar 30 mil postos de trabalho e ter população de 75 mil moradores.

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Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. 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