Avaliação do docente é tarefa complexa e um desafio para gestores da área de ensino

Congresso debate as dificuldades de se avaliar de forma eficaz o professor e os aspectos importantes que devem ser considerados quando se analisa o desempenho de um docente

 

Consenso entre gestores que trabalham com educação, a avaliação de docentes é tarefa tão difícil quanto fundamental. Um bom professor é a principal variável a ser considerada quando se coloca em discussão a melhoria do ensino e o bom desempenho dos alunos. É um profissional que influencia diretamente no processo de aprendizagem, o que só reforça a importância de tais avaliações. Apesar disso, as escolas ainda enfrentam enormes desafios para conseguir definir parâmetros eficazes que possam criar sistemas efetivos de avaliação de professores.

Profissional extremamente complexo, o docente precisa reunir entre as suas competências domínio técnico e científico do conteúdo, deter ferramentas pedagógicas que transmitam com clareza tal conhecimento, além de conseguir interagir bem e manter uma boa relação com os estudantes. Especialistas no assunto indicam que medir tudo isso em uma avaliação é trabalhoso e delicado. Análises dessa natureza exigem tempo, dinheiro e planejamento para se chegar a um resultado justo, eficaz e transparente. E, por conta da complexidade do ofício, tal análise não deve se basear em um único aspecto do desempenho do professor.
O diretor de Recursos Humanos na Divisão de Ensino do Grupo Positivo, professor Dirley Carlos Corrêa, afirma que o grupo vem, ao longo dos anos, avançando nessa área e já conseguiu evoluir bastante em seus processos de avaliação. “Hoje temos metodologias mais robustas para avaliação das competências do docente, que levam em consideração vários aspectos e dimensões, garantindo uma leitura mais completa e fiel”, explica Corrêa. O diretor conta que o grupo “considera, entre outros aspectos, as conquistas de seus alunos, as expectativas destes, de seus pais e da instituição. O professor tem que atender as rotinas, entregas e comportamentos que fazem parte das expectativas da instituição, mas também existem as expectativas de alunos e pais e ainda o compromisso com a evolução do desempenho escolar que permite aos alunos avançarem em suas conquistas. É muita coisa envolvida. Por isso a missão é tão complexa”, destaca Corrêa. Ele reforça ainda que não se pode fechar os olhos também para o fato de que o cenário educacional está em constante mutação. “Precisamos entender para onde a educação caminha, quais são as tendências, inovações e, por fim, o que o mercado espera e demanda. Tudo isso tem que estar alinhado e deve ser considerado nos instrumentos de avaliação do docente”, finaliza.
Todos esses desafios serão debatidos no XI Fórum de gestão de pessoas, que será realizado dentro da programação do GEduc 2018. Considerado o mais importante congresso para a gestão educacional brasileira, o GEduc traz, nesta edição, palestras e mesas redondas que vão permitir o debate e a troca de informações entre profissionais da área de ensino de todo o Brasil. A programação conta com novidades do setor e palestrantes que vão debater e apresentar alternativas e soluções para instituições educacionais. A 16ª edição do GEduc acontece entre os dias 21 e 23 de março, em São Paulo. Dirley Corrêa é um dos participantes do painel “Avaliação de desempenho e reconhecimento do docente – práticas para resultados eficazes”. Ele integra a mesa com outras duas profissionais, Ana Paula Dolabella e a Profª Dra. Mara Yáskara Nogueira Paica Cardoso. Mais informações e inscrições pelo site www.geduc2018.com.br.
Painel: Avaliação de desempenho e reconhecimento do docente – práticas para resultados eficazes
Prof. Dirley Carlos Corrêa

Diretor de Recursos Humanos na Divisão de Ensino do Grupo Positivo. Vice-Presidente do SINEPE/PR – Sindicato das Escolas Particulares do Paraná e membro do Grupo de Executivos de Recursos Humanos de Curitiba. Engenheiro Mecânico pela PUC-MG, Mestre em Administração pela Fundação Pedro Leopoldo – MG e Mestre em Engenharia Mecânica Automobilística pela PUC- MG.

Ana Paula Dolabella

Diretora de Recursos Humanos da ESPM. Experiência de 25 anos em RH, com excelentes resultados em processos de mudanças, em organizações nacionais e internacionais de grande porte como Accor Hotéis, Ticket e Ambev. Formação em Psicologia (UNESA-RJ), MBA em Administração de RH (FAAP).

Profª Dra. Mara Yáskara Nogueira Paica Cardoso

Gestora do departamento de Inovação Pedagógica – IDEA da Universidade Braz Cubas responsável pela capacitação docente em novas metodologias, planejamento de ensino, avaliação, e ainda do apoio ao discente em suas dificuldades para o aprendizado. Doutora em Educação, Mestre em Educação, Comunicação e Administração, MBA em Gestão Estratégica Universitária, além de duas Especializações em Educação a Distância e Educação Especial. Docente do ensino superior em graduação e de cursos de pós-graduação lato sensu. Vasta experiência como gestora de Educação a Distância. Avaliadora Institucional desde 2010, INEP/MEC.

 
Serviço:

XVI GEduc

Data: 21, 22 e 23 de março

Local: Hotel Maksoud Plaza – São Paulo/SP

Informações e inscrições: www.geduc2018.com.br

 

XI Fórum de gestão de Pessoas

Data: 23 de março

Horário: das 14h às 18h

Local: Hotel Maksoud Plaza – São Paulo/SP

 

Sobre o Grupo Positivo

O Positivo nasceu há 45 anos, a partir da ideia um grupo de professores visionários que criaram um curso pré-vestibular inovador. Hoje, a marca Positivo consolidou sua liderança em todas as áreas em que atua (Ensino, Soluções Educacionais, Cultura, Tecnologia e Gráfica), graças à qualidade de seus serviços e produtos. Na área de Ensino, o Grupo atua desde a Educação Infantil até o Ensino Superior – Graduação (Bacharelados, Licenciaturas e Cursos Superiores de Tecnologia), Especialização, Mestrado e Doutorado. Mais de 2 milhões de alunos utilizam os sistemas de ensino da Editora Positivo, em escolas públicas e particulares, no Brasil e no Japão. Escolas de mais de 40 países utilizam soluções desenvolvidas pela divisão de Tecnologia Educacional da Positivo Tecnologia, a maior fabricante brasileira de computadores. A Posigraf, uma das maiores gráficas da América Latina, tem filiais e representações em todo o Brasil e atende clientes no exterior. Na área cultural, conta com seis espaços destinados a eventos e exposições (Expo Renault Barigui, Teatro Positivo – Pequeno Auditório, Teatro Positivo – Grande Auditório, Expo Unimed Curitiba, Estação Eventos e Espaço Thá). O Grupo Positivo conta ainda com o Instituto Positivo, com foco em centralizar e potencializar as ações de responsabilidade social e investimento social privado das suas empresas e unidades educacionais.

Share:

Latest posts

Bem-estar (1)
Bem-estar emocional como foco no ambiente de trabalho: mudanças na NR-1 colocam a saúde mental como pilar essencial nas estratégias corporativas
*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
ARTIGO: Mentalidade AI First: cinco skills fundamentais para os gestores de RH desenvolverem ainda este ano
Dr. Geninho Thomé, fundador da Neodent.
Paranaense Geninho Thomé é reconhecido entre os 100 Mais Influentes da Saúde na categoria Empresário

Sign up for our newsletter

Acompanhe nossas redes

related articles

Bem-estar (1)
Bem-estar emocional como foco no ambiente de trabalho: mudanças na NR-1 colocam a saúde mental como pilar essencial nas estratégias corporativas
Modelo cooperativista se destaca pelo pioneirismo em ações voltadas ao bem-estar emocional dos colaboradores O...
Saiba mais >
*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
ARTIGO: Mentalidade AI First: cinco skills fundamentais para os gestores de RH desenvolverem ainda este ano
*por Juliana Maria – head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em...
Saiba mais >
Dr. Geninho Thomé, fundador da Neodent.
Paranaense Geninho Thomé é reconhecido entre os 100 Mais Influentes da Saúde na categoria Empresário
Trajetória marcada pela inovação e pela ampliação do acesso à saúde bucal coloca o fundador da Neodent...
Saiba mais >
Divulgação Valmet
Valmet amplia segurança em linhas de conversão de tissue com tecnologia que reduz exposição à poeira
Conceito do Sistema DustControl faz parte de uma abordagem mais ampla da Valmet para elevar os níveis...
Saiba mais >